Os leitos hospitalares são um recurso escasso na América Latina e no Caribe e, apesar disso, muitos deles estão ocupados por pacientes cujas condições poderiam ser tratadas fora do hospital, como, por exemplo, em clínicas ou consultórios médicos, conforme uma nova análise do BID.
Gente Saludable
A Rota Pan-Americana que todos conhecemos, a de asfalto ou concreto, conecta todo o continente americano, do Alasca ao extremo sul da Argentina. No entanto, essa Rota Pan-Americana não é contínua: há um trecho de cerca de 130 quilômetros, entre o Panamá e a Colômbia, onde a rota é interrompida. De repente, essa rodovia tão crucial para as Américas sofre um corte abrupto. Na área da saúde, a interrupção da assistência médica é um problema que se repete diariamente.
“Mais da metade da população não recebe os cuidados de saúde de que precisa, e é aqui que a telessaúde tem um papel absolutamente crucial.” Com essa frase, Ferdinando Regalia, gerente do Setor Social do BID, abriu o webinar “Telessaúde: conectando pacientes e provedores”, organizado pelo BID, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o Banco Mundial.
No webinar, moderado por Jennifer Nelson, especialista sênior em saúde do BID, foram
Na saúde, assim como na educação, no mercado de trabalho e em outros setores da sociedade, existem lacunas significativas de gênero. De acordo com o último relatório do Fórum Econômico Mundial, as mulheres passam cerca de 25% mais tempo da sua vida com problemas de saúde e têm maior probabilidade de enfrentar barreiras de acesso aos serviços de atendimento médico.
Longos tempos de espera por serviços públicos de saúde são comuns na América Latina, como confirmam os dados disponíveis. Por exemplo, em 2022, o tempo médio de espera para uma substituição de quadril – uma cirurgia eletiva comum – foi de 408 dias no Chile e 632 na Costa Rica. E mesmo para uma cirurgia de ponte de safena, mais de três em cada quatro pacientes estão em lista de espera há mais de três meses.
Conheça Elizabeth, uma viúva de 80 anos que há tempos vive com múltiplas condições crônicas de saúde. Anteriormente, ela dependia exclusivamente de sua filha Ângela para lhe prestar assistência não remunerada com cuidados pessoais e tarefas domésticas. Ângela mora perto e cuida de Elizabeth antes ou depois do seu trabalho em um supermercado local e em seus dias de folga. Infelizmente, as necessidades de assistência de Elizabeth tornaram-se demais para Ângela administrar junto com o seu trabalho e o sustento da própria família.