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Um novo papel para o deficiente

Cerca de 5 milhões de centro-americanos são portadores de deficiências, em muitos casos decorrentes de ferimentos recebidos nas recentes guerras civis da região. Metade deles encontra-se em idade de trabalhar, mas não consegue emprego. São os mais pobres dos pobres.

A abordagem tradicional a esse problema é prestar assistência caritativa aos deficientes. Mas os participantes de uma conferência do BID, realizada em outubro em Washington, D.C., concordaram em que faz muito mais sentido integrar os deficientes na atividade econúmica, de modo que eles passem a constituir um ativo para as suas sociedades.

Estima-se que o número de centro-americanos portadores de deficiência está entre 4,4 milhões e 5,8 milhões, segundo um estudo conduzido pela Associação Canadense para a Vida Comunitária, com sede em Toronto, financiado pelo BID e pela Agência Canadense de Desenvolvimento Internacional. De fato, eles são em maior número do que a população individual de cinco dos sete países estudados. O estudo mostra ainda que esses números estão aumentando.

As pessoas deficientes têm um potencial econúmico, social e humano que ainda é largamente ignorado na América Central. O Presidente do BID Enrique V. Iglesias apelou para uma nova "consciência social", que rejeite o paternalismo em favor da determinação de tratar as pessoas deficientes como iguais.

Paradoxalmente, o estudo indica que os numerosos programas especializados que servem para perpetuar a segregação dos deficientes trazem pouco ou nenhum resultado positivo para a sociedade e são muito caros para ser mantidos.

Esse estudo é o primeiro passo do BID para a elaboração de um estratégia que visa ajudar os países a aumentar a participação dos deficientes na força de trabalho. Entre as recomendações estão as seguintes:

- Fortalecer as organizações que ajudam os deficientes.
- Desenvolver uma base de dados comparativos confiável.
- Adotar uma abordagem comum para a ação regional e nacional.
- Incluir as questões que afetam os deficientes entre as prioridades das agências internacionais e bilaterais de financiamento.

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