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O dinheiro não é tudo

Apesar de ter a pior distribuição de renda do mundo e altos níveis de pobreza em termos de renda, a América Latina ganha de outras regiões em desenvolvimento em saúde e educação.

Um novo êndice da Pobreza Humana (HPI), calculado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e publicado em seu relatório de 1997 sobre o desenvolvimento humano, mostra oito países latino-americanos e caribenhos entre os dez em melhor situação, numa pesquisa dos 78 países em desenvolvimento para os quais existem informações suficientes.

Trinidad e Tobago, Cuba, Chile e Costa Rica estão entre os cinco primeiros da lista, calculada com base na porcentagem da população que sofre privações segundo três critérios: longevidade, conhecimentos e padrão de vida. Em matéria de longevidade, a privação é representada pela porcentagem das pessoas cuja esperança de vida não passa dos 40 anos e a privação de conhecimentos pela porcentagem dos adultos analfabetos. Quanto ao padrão de vida, a privação é representada por uma combinação da porcentagem das pessoas sem acesso a água potável, das pessoas sem acesso a serviços de saúde e das crianças com menos de cinco anos com peso abaixo do normal.

Nem os países mais pobres da região, como o Haiti, Guatemala e El Salvador, estão no fim da lista. O Haiti, por exemplo, está acima de 17 outros países e na Guatemala a situação é melhor do que em 32 outros países em desenvolvimento.

"Nos últimos dez anos, graças a constantes investimentos nos setores sociais, as condições de vida entre os pobres certamente melhoraram na América Latina e no Caribe", diz o economista Samuel Morley, do BID. "Em termos relativos, o número de pobres está caindo, graças ao declínio da inflação e à recuperação econúmica em vários países grandes. Por outro lado, em termos absolutos o número de pobres aumentou em muitos países."

O Brasil não foi incluído no relatório devido às acentuadas desigualdades regionais. O Nordeste, castigado pela pobreza, tem um HPI de 46%, igual ao da Guatemala. Já o Sudeste, com um HPI de 14%, situaria o Brasil entre os 15 primeiros da lista.
 

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