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Coronavírus: Ceará compra 800 ventiladores pulmonares e 300 mil testes com apoio do BID

Estado é o terceiro com maior número de casos no país e teve estado de calamidade reconhecido hoje pelo governo. BID agilizou processo de compra internacional de US$ 36,76 milhões

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) apoiou o estado do Ceará na compra internacional de 800 ventiladores pulmonares, 300 mil kits de teste rápido e milhões de unidades de materiais e equipamentos de proteção individual (EPI) para as equipes de saúde atuarem no enfrentamento da pandemia do coronavírus no estado, entre máscaras, luvas, aventais, toucas e protetores faciais.

O primeiro lote de equipamentos, de 90 toneladas, já foi entregue e o segundo deve chegar a Fortaleza nos próximos dias. A distribuição dos testes para os municípios será realizada de acordo com a população e o número de casos registrados em cada um, de acordo com a Secretaria de Saúde do Estado.

O Ceará é o terceiro estado com maior número de casos da COVID-19 registrados no Brasil. O Ministério do Desenvolvimento Regional oficializou hoje no Diário Oficial da União o estado de calamidade pública no Ceará. No total foram US$ 18,36 milhões direcionados para a compra de EPIs e testes, e US$ 18,4 milhões para ventiladores pulmonares provenientes de um programa em andamento entre o estado e o Banco, cujos recursos estão orientados ao fortalecimento do sistema de saúde estadual.

Outras operações vigentes na área de saúde financiadas pelo Banco no Brasil estão tendo seus recursos redirecionados para o enfrentamento da pandemia. O chefe de equipe do programa no Ceará, Ian William Mac Arthur destaca a longa parceria com o estado do Ceará por meio de programas estruturantes em saúde. “Priorizamos o reforço dos serviços clínicos, especialmente de cuidados intensivos, permitindo assim realmente salvar vidas neste momento de urgência que o estado atravessa”.

Além das operações na área de saúde, operações em outras áreas também estão passando por redirecionamento emergencial de recursos, de acordo com o representante do BID no Brasil, Morgan Doyle. “Além do redirecionamento e flexibilização de operações existentes para combater a pandemia, temos acionado mecanismos para apoiar nossos parceiros nas compras internacionais emergenciais, seja pela compra direta ou por métodos simplificados. Estamos concentrando todos os nossos esforços para que o Brasil possa enfrentar a crise e para a sua recuperação econômica pós pandemia”, disse.

Áreas prioritárias de apoio

Além da flexibilidade nas operações em execução e o redirecionamento de recursos, o BID definiu quatro áreas como prioritárias para novas operações a fim de ajudar os países durante a pandemia e também no período de recuperação da economia e da produtividade.

As áreas compreendem a resposta imediata à saúde pública, oferecendo aos países apoio de preparação e resposta sanitária; medidas para proteger a renda das populações mais afetadas por meio de programas de transferência ou subsídios; apoio a PMEs, que representam 70% dos empregos na região, com programas de financiamento; e apoio aos países na elaboração e implementação de medidas fiscais para financiar a resposta à crise.

Sobre o BID

O Banco Interamericano de Desenvolvimento tem como missão melhorar vidas. Fundado em 1959, o BID é uma das principais fontes de financiamento de longo prazo para o desenvolvimento econômico, social e institucional da América Latina e do Caribe. O BID também realiza projetos de pesquisa de vanguarda e oferece assessoria em políticas, assistência técnica e capacitação aos clientes públicos e privados em toda a região.

Contato de Imprensa

Borges De Padua Goulart Janaina

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Mac Arthur,Ian William

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