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Continua a expansão econômica na região

Crescimento econômico acelerado
(AL-7, s.a. PIB, 1990.I=100) Ver resultados por país

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O economista-chefe do departamento de pesquisa do BID, Guillermo Calvo, previu uma taxa de crescimento econômico de 4,6% para a América Latina e o Caribe em 2005, acompanhada de altas nos mercados de ações da região, melhoria nas taxas de emprego e aumento do investimento. Calvo analisou o panorama macroeconômico da região durante uma apresentação na sede do Banco, acrescentando que a expansão se deve em grande medida a fatores externos.

Entre eles, mencionou as condições financeiras e monetárias globais, como a acentuada queda nas taxas de juros internacionais, a depreciação do dólar, melhores termos de intercâmbio na região graças ao aumento nos preços de vários produtos básicos que a região exporta, e aos fluxos crescentes de capitais para os mercados emergentes em resultado da relativa estagnação de Wall Street e outros mercados de valores internacionais.

As condições externas beneficiaram também o Brasil, onde a manutenção do rigor fiscal permitiu que o país ultrapassasse as metas de manejo do orçamento do setor público. 

 

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Em comparação com episódios anteriores, o ajuste monetário do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos) levou à redução do spread - a diferença entre as taxas de juros de colocação e captação - nos mercados emergentes, enquanto a percepção do risco de crédito da América Latina se reduzia quase pela metade.

A região tornou-se ainda mais atraente para  os investidores internacionais, disse o economista-chefe, porque  o rendimento esperado em dólares de seus ativos em moeda doméstica subiu consideravelmenee dadas as expectativas de apreciação cambial na região. Calvo indicou que, nesse contexto, os investimentos na região aumentaram significativamente e que para 2005 se espera um aumento de 10,2% em investimentos na região, citando estatísticas da LatinFocus.

A expansão nos preços dos produtos básicos na América Latina se deve em parte à demanda da China e à queda do dólar, explicou o economista-chefe. Durante o debate que se seguiu a sua apresentação, diversos participantes concordaram em que a China está desempenhando um papel cada vez mais importante para o desenvolvimneto econômico da América Latina e do Caribe.

O economista-chefe do BID também indicou que, ao contrário de outros episódios de entrada de capital, os rigorosos ajustes fiscais realizados recentemente em muitos países da região indicam que os governos reconhecem que a solidez financeira é uma das bases de qualquer estratégia de desenvolvimento.

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