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BID aprova sua primeira garantia parcial de risco

O Banco Interamericano de Desenvolvimento acrescentou outro instrumento à sua crescente lista de serviços de apoio financeiro ao setor privado da América Latina e do Caribe: garantias parciais de risco.

Em abril último, a Diretoria Executiva do BID aprovou uma garantia parcial de risco de US$31,25 milhões para investidores em ações preferenciais da Bogotana de Aguas y Saneamiento S.C.A., E.S.P., empresa que construirá uma estação de tratamento de águas servidas na área metropolitana da capital da Colômbia.

De acordo com Blair Thomas, líder da equipe de projeto do BID, a operação é não só a primeira do seu gênero para o BID como a primeira garantia parcial de risco concedida por um banco multilateral de desenvolvimento sem contragarantia de um governo nacional.

Financiadores privados sempre argumentaram que aumentariam seus investimentos na região se o BID pudesse reduzir os riscos de um projeto de investimento em circunstâncias em que nenhuma outra organização dispusesse dessa capacidade.

O BID pode “mitigar riscos prudentes como nenhuma outra parte pode fazer, devido à sua condição de credor preferencial”, explicou Thomas. “Ao cobrirmos esses riscos, tornamos possível todo o pacote financeiro, que passa a funcionar.”

A garantia parcial de risco do BID, que garante compensação aos titulares da dívida preferencial no caso de uma terminação precoce da concessão ou no caso de restrições à conversibilidade ou transferibilidade de divisas, foi decisiva para organizar a primeira fase de um investimento na Bogotana de Aguas patrocinado pela firma francesa Lyonnaise des Eaux. A firma poderá completar um programa de investimento de US$800 milhões na área de Bogotá, com a ajuda do apoio financeiro adicional do BID.

Thomas explicou que, por enquanto, as garantias do BID só deverão ser aplicadas quando circunstâncias específicas exigirem este tipo de operação. O montante da garantia do BID é debitado ao capital ordinário do Banco como se fosse um empréstimo, e não pode exceder 25% do financiamento total para um projeto do setor privado.

“Baseados na experiência obtida com este projeto”, conta Thomas, “estamos estudando como melhorar o programa de garantia, que tem potencial para se tornar um instrumento financeiro de uso muito mais amplo.”

Para maiores informações,consulte http://www.iadb.org/press/1997.
 

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