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O papel do conhecimento na construção de uma agenda de descarbonização para o setor de transportes

Análise Econômica O papel do conhecimento na construção de uma agenda de descarbonização para o setor de transportes A descarbonização é uma questão central na construção de políticas públicas de transporte e projetos de infraestrutura resilientes às mudanças climáticas. Mai 16, 2024
imagem representando descarbonização nos transportes

A descarbonização é uma questão central a ser refletida na visão e nas ações estratégicas para a construção de políticas públicas de transporte e projetos de infraestrutura sustentáveis e resilientes às mudanças climáticas. Para que os temas da agenda de sustentabilidade sejam integrados efetivamente às iniciativas do setor, é preciso ter equipes preparadas, com conhecimento sobre os debates mais recentes e com as ferramentas adequadas para implementar projetos com essas características. 

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) tem trabalhado com o Ministério dos Transportes na construção e disseminação desse conhecimento. Um dos exemplos recentes é o curso “A Descarbonização do Transporte no Brasil: Caminhos Futuros para um Plano Nacional”, destinado a servidores dos Ministérios dos Transportes e de Portos e Aeroportos, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), da Infra S.A. e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A formação apresentou uma análise inicial dos sistemas de transporte no Brasil e seus desafios à luz da agenda sustentável e explorou estratégias para enfrentar as mudanças climáticas e alinhar agendas ESG com o setor de transporte. As aulas enfocaram a construção de cenários futuros de ação e inércia, discutindo caminhos viáveis para a descarbonização do transporte, incluindo abordagens de "avoid, shift, improve" e debatendo habilidades cruciais como o tratamento dos dados e sua interseccionalidade.

Além disso, os encontros incluíram temas e discussões fundamentais relacionadas ao financiamento de projetos, mercado de carbono, metodologias para negociação e modelagens eficientes de Parcerias Público-Privadas (PPPs) para a infraestrutura e serviços de logística e transporte, incluindo ferrovias, rodovias, portos, aeroportos, transporte aquaviário e logística interurbana. As reflexões finais abordaram questões de governança e estratégias para avançar na implementação de políticas sustentáveis no setor de transporte, completando o conteúdo de forma participativa e colaborativa, que deverá igualmente servir como base para a adoção de um novo modelo de formulação, execução e avaliação de políticas no setor.

Essa atividade de capacitação e colaboração também está diretamente relacionada com alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas, principalmente o ODS 7 (Energia Limpa e Acessível), o ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura) e o ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima). Ao investir na descarbonização do transporte e na construção de infraestrutura mais sustentável, a iniciativa contribui para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, promover o acesso a energias limpas e eficientes e a competitividade no setor, além de fomentar inovações tecnológicas e infraestrutura resiliente. Isso é fundamental para mitigar os impactos das mudanças climáticas, impulsionar o desenvolvimento econômico sustentável e garantir um futuro mais seguro e equitativo para as gerações presentes e futuras.

Nesse sentido, foi importante contar com profissionais de diferentes perfis entre os 40 servidores, com uma presença significativa de mulheres, tanto entre participantes quanto entre docentes do curso.  A diversidade de perspectivas e experiências enriquece o processo de tomada de decisão e promove soluções mais abrangentes e inclusivas, reforçando a busca por equidade de gênero na infraestrutura.

O curso contou com recursos do Programa de Infraestrutura Sustentável do Reino Unido (UKSIP) e foi ministrado por instrutores do Laboratório Arq.Futuro de Cidades do Insper, além de especialistas de Transportes do BID e representantes do Ministério dos Transportes.

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