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Climascópio - Brasil, Nicarágua e Panamá, os mais adequados para atrair investimentos em energia de baixo carbono na América Latina e no Caribe

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Relatório do Fumin e Bloomberg New Energy Finance avalia o clima de investimento para a mudança climática relacionado a toda a América Latina e Caribe

MONTEVIDEU – Brasil, Nicarágua e Panamá têm o ambiente mais adequado para realização de investimentos relacionados a clima na América Latina e no Caribe, de acordo com uma prévia do Climascópio 2012, um relatório, índice anual e ferramenta virtual desenvolvido pelo Fundo Multilateral de Investimentos, em parceria com a empresa de pesquisas em mercado de energia limpa Bloomberg New Energy Finance.

Imagem removida.O Climascópio analisa dados de 26 países da América Latina e do Caribe, avaliando sua capacidade de atrair investimentos em projetos de energia de baixa emissão de carbono, enquanto constrói uma economia mais verde. O estudo irá medir 30 indicadores para avaliar o clima para os investimentos relacionados com o clima.

Os resultados preliminares do estudo foram apresentados durante a reunião anual do BID em Montevidéu, Uruguai. Brasil, Nicarágua e Panamá, respectivamente, receberam as pontuações mais altas no Climascópio. Os países são classificados com base em quatro parâmetros: ambiente de negócios; investimentos em energia limpa e financiamento de projetos de baixas emissões de carbono; negócios relacionados com baixas emissões de carbono e cadeias de valor de energia limpa, e atividades de gerenciamento de gases de efeito estufa.

"Esperamos que os investidores e empresários utilizem o Climascópio para descobrir oportunidades onde as cadeias de valor, finanças, e condições de mercado se unam para revelar novos negócios e oportunidades”, explica Nancy Lee, gerente geral do Fumin. “O Climascópio não vem para ser apenas uma ferramenta acadêmica. O seu verdadeiro valor está nos novos negócios e investimentos que ele possa contribuir”, analisa Lee.

Em 2011, a América Latina e o Caribe atraíram apenas 10% da estimativa de US$ 260 bilhões em novos projetos e empresas de energia limpa em todo o mundo, de acordo com os dados da Bloomberg New Energy Finance. Os resultados globais preliminares do Climascópio destacam que há amplo espaço para os países que buscam atrair mais capital para os seus setores de energia e de baixas emissões de carbono, bem como para instalar mais fontes de energia limpa.

"A região da América Latina e do Caribe está desempenhando um papel cada vez mais importante na indústria emergente de energia limpa", disse Ethan Zindler, diretor de análise de política global da Bloomberg New Energy Finance.

"Mas, dado os extraordinários recursos naturais disponíveis e a demanda crescente de energia, a região não tem recebidos investimentos suficientes. Nossa esperança é que o Climascópio possa ser referência aos investidores, às indústrias e os gestores de políticas, um guia útil sobre a melhor forma de implementar energia limpa na região no futuro.

O relatório será acompanhado de uma ferramenta interativa on-line (disponível em http://climascopio.fomin.org ), que permitirá aos usuários ajustar diversas variáveis do modelo do Climascópio para atender às suas necessidades. Os dados que dão suporte ao relatório também estarão disponíveis para download.

O estudo foi elaborado pela Bloomberg New Energy Finance, encomendado pelo Fumin, integrante do grupo do Banco Interamericano de Desenvolvimento. O lançamento oficial do relatório será dia 19 de junho de 2012, durante a 20º Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que será realizada no Rio de Janeiro.

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