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Brasil expande cobertura da atenção à saúde comunitária com apoio do BID

Projeto para melhorar as condições de saúde em São Bernardo do Campo pela prevenção e detecção precoce de doenças crônicas

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)aprovou um empréstimo de US$ 21,6 milhões ao Brasil para o Programa de Modernização e Humanização da Atenção à Saúde. O custo total do projeto é estimado em US$ 43,6 milhões, com fundos de contrapartida locais de US$ 21,6 milhões.

O projeto ajudará a melhorar as condições de saúde em São Bernardo do Campo, um município do Estado de São Paulo, fortalecendo o sistema de saúde municipal pelo foco na expansão da atenção primária à saúde.

A característica inovadora desse projeto é que ele apoiará a atenção básica à saúde do município com intervenções na comunidade para promover a detecção precoce de doenças crônicas e reduzir as taxas de hospitalização e morte prematura.

O projeto envolve uma combinação de unidades de atendimento de saúde tradicionais e unidades comunitárias de saúde da família constituídas de uma equipe multidisciplinar de médicos, enfermeiros, assistentes sociais, nutricionistas e agentes de saúde comunitários, que fazem visitas domiciliares e oferecem assistência aos pacientes.

O modelo comunitário vem sendo implantado pelo governo brasileiro desde meados da década de 1990 para complementar seu serviço nacional de saúde e reduzir a desigualdade na cobertura da atenção básica à saúde nos diferentes municípios.

De acordo com dados recentes, 95% dos 5.561 municípios brasileiros usam esse sistema de atenção básica à saúde e até 60% da população é atendida por aproximadamente 32.000 unidades de saúde da família e 246.100 agentes comunitários.

O município de São Bernardo do Campo está defasado no desenvolvimento de seu modelo de atenção à saúde em comparação com outras regiões. Com apoio do BID, o projeto deve aumentar a cobertura das unidades de saúde da família dos atuais 19% para 50% e a cobertura dos agentes de saúde comunitários de 54% para 100% até 2014.

“Embora a expansão da atenção primária à saúde tenha sido muito bem-sucedida em pequenas cidades e áreas rurais do Brasil na última década, ainda há muitas oportunidades de melhoria nas cidades médias e grandes. Com o êxito da implantação deste projeto em São Bernardo do Campo, o BID espera demonstrar um modelo para expansão da atenção primária à saúde que possa ser replicado em outras partes do Brasil ou em outros países da região”, disse Frederico Guanais de Aguiar, especialista sênior em saúde do BID e líder da equipe do projeto.

O empréstimo tem prazo de 25 anos, com período de carência de 4 anos e meio e taxa de juros variável. 

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