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Alívio da dívida para a Bolívia

O BID concordou em participar de um plano para reduzir a dívida externa da Bolívia como parte de uma iniciativa internacional de alívio da dívida de países pobres que provaram seu compromisso com uma política econúmica sólida.

O anúncio de 12 de setembro feito pela Comissão da Assembléia de Governadores do BID saiu na mesma semana em que o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciaram seus planos de alívio da dívida.

A Bolívia será o primeiro país da região a receber alívio da dívida dentro do quadro da Iniciativa para os Países Pobres Altamente Endividados (HIPC), mediante a qual os credores multilaterais e do Clube de Paris comprometeram-se a reduzir o únus da dívida das nações mais pobres do mundo a um nível sustentável. Em abril passado, a Uganda tornou-se o primeiro país a se beneficiar do plano.

No caso da Bolívia, o Banco Mundial e o FMI fornecerão alívio para assegurar a sustentabilidade da dívida no que os especialistas financeiros denominam "uma relação entre dívida e exportações de 225% ao valor atual". Em termos laicos, isso significa que para cada dólar de suas exportações anuais a Bolívia não poderá ter mais do que o equivalente a US$3,25 do valor atual da dívida.

Esse alívio da dívida entrará em operação em setembro de 1998, desde que o acordo de crédito com o FMI seja completado e o país tenha implementado as políticas de desenvolvimento social previstas dentro da Iniciativa HIPC.

Estima-se que a parte do BID no pacote de alívio é de cerca de US$155 milhões ao valor atual, ou US$260 milhões em termos nominais. Isso equivale a mais de um terço do alívio a ser concedido por todos os credores da Bolívia e mais da metade do total das instituições multilaterais. A porção do BID no pacote de alívio é quase três vezes maior do que o total concedido por qualquer outra instituição sozinha.

Ao anunciar a participação do BID no acordo, o Presidente do Banco Enrique V. Iglesias elogiou o "espírito de solidariedade" demonstrado pelos 46 países membros ao apoiar a iniciativa. Disse também que o progresso econúmico da Bolívia é "um dos casos mais brilhantes de gestão dos recursos e um exemplo para o mundo". O país tem sido elogiado pelo progresso na última década em executar reformas econúmicas e sociais e manter a disciplina fiscal e monetária.
 

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