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Pesquisa do BID mostra que cidadãos urbanos buscam maior transparência dos governos da cidade

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Pesquisa sobre infraestrutura em megacidades foi realizada em Bogotá, Lima, Buenos Aires, Cidade do México e São Paulo

Latino-americanos que vivem nas grandes cidades querem uma maior transparência e participação nas tomadas de decisões feitas pelos governos municipais em relação às novas políticas e investimentos em infraestrutura urbana, de acordo com uma pesquisa inovadora divulgada hoje pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

A pesquisa entrevistou mais de 5.000 cidadãos na Cidade do México, São Paulo e Buenos Aires, três megacidades com mais de 10 milhões de habitantes, assim como Lima e Bogotá, duas cidades que na próxima década alcançarão o título das megacidades.

A pesquisa “ Megacidades e Infraestrutura na América Latina: O que opina sua gente ” também mostra que a segurança tornou-se a prioridade mais importante para os habitantes dessas cidades, independentemente do seu contexto socioeconômico. Para a classe média, o transporte público é considerado um dos principais fatores que afetam a sua qualidade de vida, enquanto, para as famílias mais pobres, a falta de acesso a serviços básicos de água, saneamento e eletricidade continua a ser um grande obstáculo para a melhoria das condições de vida nas cidades.

"As megacidades da América Latina estão passando por um forte crescimento econômico, apresentando importantes desafios para os formuladores de políticas no fornecimento de infraestrutura e serviços públicos de alta qualidade", disse Alexandre Meira da Rosa, que administra o Setor de Infraestrutura e Meio Ambiente do BID.

"Este estudo ajuda a entender as prioridades mais importantes para as pessoas que vivem nas cidades. Precisamos saber o que os latino-americanos esperam da infraestrutura urbana, para que possamos trabalhar melhor com os governos para satisfazer as suas necessidades."

Hoje, a América Latina é a região mais urbanizada do mundo, com 82% de sua população vivendo em cidades, número que deve chegar a 90% até 2050. As cidades concentram grandes porções da atividade econômica, razão pela qual uma boa infraestrutura urbana e bons serviços públicos se tornaram fundamentais para qualquer país que busca melhorar a qualidade de vida e aumentar a sua competitividade.

O estudo identificou os desafios mais urgentes para promover o desenvolvimento sustentável nas cidades, bem como os maiores problemas que afetam o acesso à infraestrutura básica e serviços públicos e a qualidade de vida nos centros urbanos.

Os resultados preliminares incluem (variam de acordo com a cidade):

  • Segurança e transparência são as prioridades mais importantes para os cidadãos das cinco cidades pesquisadas.
  • 28,1 milhões de pessoas na região viajam uma hora e meia ou mais por dia. Isto é equivalente a 10 semanas de trabalho por ano por pessoa.
  • Pessoas da classe média são o maior grupo de usuários do transporte público nas grandes cidades.
  • 76% dos entrevistados estão satisfeitos com o serviço de abastecimento de água que recebem. Os níveis de satisfação variam muito. Em Bogotá somente 2% dos entrevistados pensam que o serviço é ruim ou muito ruim. Na Cidade do México, esse nível sobe para 28% dos entrevistados.
  • 64% das pessoas nas cidades pesquisadas acredita que o serviço de energia elétrica é caro. Em média, as famílias de baixa renda estão sujeitas a mais apagões e oscilações de tensão do que as famílias de renda mais alta.
  • 78% dos entrevistados acredita que os eventos climáticos extremos, como inundações, chuvas torrenciais e ondas extremas de temperatura ocorrem com mais frequência do que antes. 82% dos entrevistados acredita que a mudança climática global afeta o clima de sua cidade e 67% acredita que a mudança climática afeta diretamente suas vidas.
  • Um em cada seis entrevistados acredita que os espaços públicos estão entre as quatro principais prioridades em termos de infraestrutura urbana.