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BID, Banco Mundial e FMI debatem sobre os desafios fiscais no Brasil

Iniciativa busca discutir prioridades, soluções, riscos e desafios que o próximo governo enfrentará para assegurar o equilíbrio fiscal no país

Brasília - O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil realizou hoje o primeiro encontro da iniciativaDesafios para o Desenvolvimento em colaboração com o Banco Mundial (BIRD) e o Fundo Monetário Internacional (FMI). O tema central do encontro “Desafios Fiscais no Brasil” compreendeu prioridades, soluções, riscos e desafios que o próximo governo enfrentará para assegurar o equilíbrio fiscal no país.

A iniciativa busca uma visão profunda sobre os desafios do desenvolvimento que poderão influenciar o Brasil nos próximos anos. Ao final dos encontros, o BID definirá parâmetros em áreas estratégicas para suas ações no país nos próximos anos, que estejam de acordo com as necessidades do país e os planos e prioridades do governo.

Serão realizados quatro diálogos de alto nível entre os meses de novembro de 2017 e maio de 2018 nas cidades de Brasília, Fortaleza, Rio de Janeiro e São Paulo. Os próximos dois encontros serão sobre energia sustentável e integração e comércio internacional, e contam com parceiros como a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e o CEBRI.

A abertura do encontro contou com a presença de Hugo Flórez Timorán, Representante do BID no Brasil; Martin Raiser, Diretor do Banco Mundial para o Brasil; e Fabian Bornhorst, Representante Residente do FMI para o Brasil.

O encontro teve ainda a apresentação de Gustavo Antonio Garcia, especialista Principal em Desenvolvimento Fiscal e Municipal do BID sobre Reformas Tributárias na América Latina. Em seguida Antonio Nucifora, Economista-Chefe para o Brasil do Banco Mundial falou sobre o panorama fiscal e desafios do Brasil. Já a apresentação do Representante Residente do FMI para o Brasil, Fabian Bornhorst, abordou as reformas de gestão financeira pública para melhores resultados fiscais.

Os painéis “Prioridades fiscais e soluções de políticas no próximo governo” e “Riscos fiscais e desafios de implementação?” foram conduzidos por dez economistas de diferentes linhas de atuação.

O BID tem apoiado o fortalecimento das finanças públicas subnacionais da América Latina e Caribe por mais de duas décadas, por meio de operações de empréstimo, cooperação técnica e produção de conhecimento.

No Brasil, o Banco apoia desde 1996 os esforços de modernização fiscal do país, com operações que buscam fortalecer a capacidade de arrecadação tributária, a melhoria da gestão financeira, e a orientação da gestão pública por resultados, entre outras áreas. Entre 1996 e 2006 o Programa Nacional PNAFE apoiou a modernização administrativa e fiscal dos estados brasileiros, e desde 2009 o PROFISCO apoia os estados na melhoria da eficácia da gestão fiscal.

Sobre o BID

O Banco Interamericano de Desenvolvimento tem como missão melhorar vidas. Estabelecido em 1959, o BID é a principal fonte de financiamento de longo prazo para o desenvolvimento econômico, social e institucional da América Latina e do Carine. O BID também realiza pesquisas de vanguarda e oferece assessoria de políticas, assistência técnica e capacitação para clientes do setor público e privado em toda a região.