Notícias

BID e Ministério das Cidades vão apoiar grandes cidades a implantarem projetos de mobilidade de baixo carbono

Investimentos de multi-parceiros somam US$ 153 milhões. Cidades beneficiadas serão São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza e Brasília

Brasília – O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Ministério das Cidades firmaram ontem convênio de cooperação para fomentar a mobilidade de baixo carbono em grandes cidades. Pela iniciativa serão desenvolvidas ferramentas técnicas e de conhecimento para o planejamento e implantação de mobilidade urbana sustentável, permitindo que os projetos de transporte das maiores cidades brasileiras levem em consideração, na sua elaboração, a redução de gases de efeito estufa (GEE).

A iniciativa deve contribuir para que o Brasil atinja o compromisso de redução voluntária da emissão de GEE entre 36,1% e 38,9% até 2020. O Plano Setorial de Transporte e da Mobilidade Urbana para a Mitigação das Mudanças do Clima elaborado pelo Ministério das Cidades estimou tendências em que o transporte individual será responsável por 67% das emissões de CO2 enquanto o transporte coletivo urbano e rodoviário totalizarão 33% das emissões de CO2 até 2020.

O investimento do BID, por meio do Global Environment Facility (GEF), será de US$ 6 milhões, somando-se ao financiamento de outras entidades, com investimento total de US$ 153 milhões. Serão beneficiadas as cidades de São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza e Brasília. O Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) será a instituição técnica encarregada de apoiar as cidades.

O projeto apoiará especificamente o desenvolvimento de ferramentas de avaliação de emissões de GEE em projetos de transporte, a implementação de projetos-piloto e a realização de atividades de treinamento e disseminação de conhecimento, criando uma estrutura regulatória da mobilidade urbana sustentável para as cidades participantes.

O acordo foi assinado em Brasília, durante o III Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável, promovido pela Frente Nacional dos Prefeitos (FNP). Para a representante do BID no Brasil, Daniela Carrera-Marquis, além do suporte para a redução de GEE, o projeto vai fortalecer as instituições públicas das cidades participantes que atuam em mobilidade urbana. “As alterações do clima já superam os cenários mais pessimistas de previsões científicas elaboradas há menos de uma década. Por isso, projetos como este preveem a possibilidade de ganhar escala, com metodologias que podem ser aplicadas em outras cidades”, disse.

O BID e as cidades no Brasil

O Banco tem trabalhado continuamente para o desenvolvimento das cidades no Brasil. Além de apoio técnico não reembolsável, atualmente estão em execução 34 operações de empréstimos municipais no valor de US$ 1,7 bilhão, em áreas como mobilidade, sustentabilidade, gestão, água e saneamento, e educação, entre outras.