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BID, BANCO MUNDIAL E CAF CHAMAM PARA CONSOLIDAR CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL COM INCLUSÃO SOCIAL

CARTAGENA, 10 de abril de 2012 - A América Latina e o Caribe estão em condições de converter esse período na década da região, apesar das vulnerabilidades externas decorrentes da crise na zona do euro, da lenta recuperação da economia dos Estados Unidos e da desaceleração da China, afirmaram hoje as instituições financeiras líderes da região, na véspera da VI Cúpula das Américas.

Em comunicado conjunto, os organismos multilaterais afirmam que para alcançar esse objetivo, é preciso determinação dos governos para executar as medidas necessárias e aproveitar a oportunidade. Entretanto, eles advertem que o risco de contágio é maior para as economias menores da América Central e do Caribe, que necessitam maior apoio e atenção.

As três instituições podem disponibilizar, em média, US$35 bilhões por ano às economias regionais, para apoiar o crescimento econômico com inclusão social, diz o comunicado.

Após os processos para recapitalização concluídos recentemente, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) poderá oferecer US$ 12 bilhões, o Grupo Banco Mundial (GBM) pode disponibilizar cerca de US$ 12 bilhões, enquanto o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) pode contribuir com US$ 11 bilhões, para investimentos públicos e privados.

Durante a V. Cúpula das Américas ocorrida em 2009, as três instituições, junto com outros organismos sub-regionais, prometeram e entregaram US$90 bilhões em dois anos, a fim de criar um colchão de contenção para emergências, diante da gravidade da crise financeira global.

“Na ocasião, o objetivo primordial era gerar liquidez para enfrentar crise; a situação é diferente agora”, observou o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Luis Alberto Moreno. “A América Latina enfrentou a crise de maneira exemplar e agora está melhor posicionada para lidar com as novas circunstâncias. No entanto, a complacência é nossa pior inimiga. Agora temos que enfrentar os desafios visando aumentar a produtividade e continuar no caminho do crescimento e da igualdade social”, acrescentou Moreno.

Ao longo da década passada, 73 milhões de latino-americanos ultrapassaram a linha de pobreza, a desigualdade social diminuiu e o crescimento econômico ocorreu em ritmo acelerado, graças às condições favoráveis para o comércio, estimulado pelo alto preço das commodities.

No entanto, as três instituições pedem aos países que retomem o crescimento e inclusão social em suas agendas, através do aumento da competitividade, do aperfeiçoamento da logística, infraestrutura e energia sustentável, da ampliação de investimentos em inovação, e da melhoria da qualidade na educação e segurança públicas.

“A América Latina tem feito avanços significativos para diminuir suas grandes diferenças sociais e econômicas, provando que uma política econômica sólida, associada à inclusão social, pode trazer oportunidades e esperança para as pessoas mais carentes”, afirmou o presidente do Grupo Banco Mundial, Robert B. Zoellick. “Para manter as conquistas sociais e econômicas adquiridas na última década, a região precisa resolver os principais gargalos para aumento da produtividade, e para que possa competir com sucesso na economia global”.

Além do financiamento tradicional, cada instituição oferece vantagens comparativas específicas, que se complementam e permitem parcerias, como assistência técnica e de conhecimento em áreas fundamentais para o desenvolvimento, diálogos e intercâmbios Sul-Sul/Sul-Norte e instrumentos financeiros para inovação (seguro de risco, seguro para desastres naturais, linhas de crédito, swaps, entre outros).

“O principal desafio da América Latina é construir uma agenda integral com uma visão a longo prazo, que inclua de forma simultanea quatro temas fundamentais: estabilidade macroecômica, eficiência microeconômica, igualdade social e equilíbrio ambiental”,afirmou Enrique Garcia, Diretor Executivo do CAF. e agregou: “A região precisa obter taxas de crescimento superiores às atuais, sendo indispensável um processo de transformação produtiva mais acelerado, maiores níveis de investimento e instituições mais sólidas”.

Os organismos multilaterais afirmam também que a América Latina é capaz de progredir com iniciativas de “crescimento verde” para alcançar melhorias econômicas e sociais. A região possuiu atualmente a matriz de energia mais limpa do mundo e é responsável por apenas 11 por cento das emissões de gases de efeito estufa, um dor fatores agravantes das mudanças climáticas, mas sofre de maneira desproporcional com suas consequências.