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Microfinanças vêm ganhando reconhecimento global e melhor viabilidade comercial, diz o Microscópio

As microfinanças estão deixando rapidamente de ser um produto de nicho para se tornar uma forma mundialmente reconhecida de finanças, com a tecnologia permitindo que o setor ofereça empréstimos e outros serviços financeiros a populações e empresários de baixa renda do mundo inteiro, de acordo com o Microscópio Global sobre o Ambiente de Negócios para as Microfinanças 2010.

Tanto prestadores de serviços como investidores consideram cada vez mais as microfinanças um negócio viável em países em desenvolvimento, mas deficiências regulatórias e de mercado ainda impedem o setor de operar tão bem quanto deveria, segundo o relatório preparado pela Economist Intelligence Unit (EIU).

O Microscópio Global 2010 oferece uma análise aprofundada do ambiente de negócios para as microfinanças em 54 países do mundo todo pelo segundo ano consecutivo. É também o quarto ano em que o índice acompanha as condições dos 21 países da região da América Latina e Caribe.

O Fundo Multilateral de Investimentos (FUMIN), membro do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento, a Corporação Andina de Fomento (CAF) e o Netherlands Technical Assistance Trust Fund da International Finance Corporation (IFC) deram apoio ao estudo.

“O acesso a diversos serviços financeiros é fundamental para melhorar a subsistência e o bem-estar de pessoas pobres e de baixa renda. No entanto, ainda há muito a ser feito nos ambientes de política para promover a inclusão financeira de indivíduos e empresas de maneira responsável”, disse Sua Alteza Real a Princesa Máxima da Holanda, Promotora Especial de Finanças Inclusivas para o Desenvolvimento do Secretário-Geral da ONU. “O Microscópio Global identifica em que pontos os países avançaram e em quais estão deficientes e onde, portanto, precisamos concentrar nossos esforços."

O índice que fundamenta esse relatório permite que países e regiões sejam comparados de acordo com três grandes categorias: marco regulatório, desenvolvimento institucional e clima de investimentos. Além de analisar os 21 países da América Latina e Caribe, o índice também examina o ambiente de negócios para as microfinanças em 11 países da África Subsaariana, cinco do Sul da Ásia, sete do Leste Asiático, três do Oriente Médio e Norte da África e sete da Europa Oriental e Ásia Central.

Por abrigar tanto o país de melhor desempenho como o de pior desempenho no índice deste ano, a região da América Latina e Caribe apresenta a maior variação de pontuações entre as seis regiões estudadas: metade dos dez países mais bem avaliados é da região, assim como quatro dos 10 países com classificação mais baixa.

Peru, Filipinas e Bolívia ficaram no alto do ranking pelo segundo ano consecutivo. O Peru manteve sua posição de líder mundial, marcando 74,3 de 100, uma pontuação similar à do ano passado.

As outras nações entre as 10 primeiras são da América Latina (Equador, El Salvador e Colômbia), Sul e Leste Asiático (Índia e Paquistão) e África Subsaariana (Gana e Quênia). Dos 54 países incluídos no índice de 2010, 29 melhoraram sua pontuação, 21 retrocederam e quatro permaneceram inalterados.

“O Microscópio Global oferece aos investidores, emprestadores e doadores um retrato abrangente e comparável do setor de microfinanças de cada país", disse Vanesa Sanchez, gerente de projeto do Microscópio na EIU. "Os marcos regulatórios são relativamente avançados, mas os países ainda não estão conseguindo oferecer as condições ideais para as microfinanças."