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BID e associação indígena e camponesa centro-americana assinam doação de US$5 milhões

Autoridades do Banco Interamericano de Desenvolvimento e da Associação Coordenadora Indígena e Camponesa de Agro-Silvicultura Comunitária (Acicafoc) assinaram um convênio para uma doação de US$5 milhões a um projeto de gestão integrada de ecossistemas em comunidades indígenas da América Central.

O presidente do BID, Enrique V. Iglesias, o presidente da Acicafoc, Fredy Molina, o tesoureiro, Francis Mora Zúñiga, e o diretor executivo da associação, Alberto Chinchilla, assinaram o documento em cerimônia realizada na sede do Banco em Washington.

O projeto, que será executado em áreas prioritárias de Belize, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua e Panamá, contará também com uma doação de US$4 milhões do Banco Mundial.

Os recursos serão provenientes do Fundo para o Meio Ambiente Mundial, principal fonte de financiamento multilateral para iniciativas ambientais capazes de gerar benefícios globais em áreas como a biodiversidade, a degradação de solos, as mudanças climáticas e as águas internacionais.

O projeto será executado pela Acicafoc, em coordenação com o Conselho Indígena Centro-Americano e a Comissão Centro-Americana de Meio Ambiente e Desenvolvimento (CCAD). A preparação desta iniciativa envolveu extensas consultas com organizações e comunidades indígenas em toda a América Central.

“Esta é uma operação pioneira para o BID e temos o prazer de poder trabalhar com as comunidades indígenas centro-americanas”, disse Iglesias. “Com este projeto, vocês podem dar um exemplo muito importante para o resto da América Latina.”

Os dirigentes da Acicafoc destacaram a responsabilidade que a organização assume ao tornar-se o órgão executor deste projeto, ressaltando que a iniciativa gerou expectativas entre as comunidades indígenas da região.

“Acreditamos que este capital semente nos ajudará a reproduzir nosso modelo comunitário”, afirmou Molina. “Muitas vezes, a única coisa que nossas comunidades precisam é uma pequena ajuda para multiplicar essa experiência de aproveitamento sustentável de nossas florestas.”

Os principais objetivos do projeto são fortalecer a capacidade das comunidades indígenas para proteger e manejar seus recursos naturais, assim como recuperar e promover os valores culturais e as práticas tradicionais de uso sustentável da terra.

O projeto deverá ajudar a evitar a degradação de terras que ameaça o modo de vida e o bem-estar de cerca de 558 comunidades indígenas do istmo centro-americano, bem como conservar a biodiversidade cada vez mais ameaçada da região.

As comunidades indígenas e a CCAD contribuirão com US$2,5 milhões para o projeto, o qual facilitará o acesso de grupos participantes a recursos adicionais de outros programas financiados pelo BID e pelo Banco Mundial na América Central.