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BID, Eletrobras e ENDE vão fortalecer processo de integração elétrica entre o Brasil e a Bolívia

Cooperação visa fortalecer a segurança energética dos dois países

São Paulo –  O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Centrais Elétricas Brasileiras S.A (Eletrobras) e a Empresa Nacional de Eletricidade (ENDE) do Estado Plurinacional da Bolívia assinaram hoje um convênio para apoiar o processo de interconexão elétrica entre os dois países.

Dados os níveis de capacidade instalada e de crescimento da demanda registrados nos últimos anos em ambos os países e o potencial energético existente, a interconexão pode permitir trocas comerciais de energia, com o potencial de reduzir custos de geração e melhorar a eficiência dos equipamentos e respectivas centrais de geração de energia.

A cooperação se insere no diálogo sobre integração energética que os governos do Brasil e da Bolívia iniciaram em 2007, com um memorando de entendimentos acordado, e reforçado em 2015, com um memorando assinado entre ENDE e Eletrobras para fomentar especificamente a integração elétrica. 

A iniciativa, que terá recursos de US$ 900 mil, ajudará a identificar as melhores possibilidades de interconexão entre os dois países considerando as alternativas de geração e transmissão, com base em critérios técnicos, econômicos, ambientais e sociais. Um estudo preliminar será preparado para identificar e desenhar a melhor alternativa de interconexão, com os seguintes passos para a atividade binacional.

Os produtos e resultados da cooperação permitirão fortalecer o processo de integração energética entre o Brasil e a Bolívia, fortalecendo as instituições beneficiárias, e servirão de insumos para o planejamento conjunto e tomada de decisões sobre futuros projetos de investimento.

Nas últimas décadas, o BID apoiou várias iniciativas de integração energética em toda América Latina e Caribe, como SIEPAC, SINEA, Arco Norte, entre outros projetos binacionais. A assinatura aconteceu hoje com o presidente do BID, Luis Alberto Moreno, o presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, e o presidente da ENDE, Joaquin Rodriguez.

Potencial entre os países

Em 2016, o Sistema Interconectado Nacional (SIN) da Bolívia tinha uma potência instalada de 1,9 GW e gerou 8759 GWh. O SIN conta com quase 7 mil km de Linhas de Transmissão (LT), em 69, 115 e 230 kV. A demanda máxima de 2016 foi de 1,4 GW, com um crescimento anual de 6% aproximadamente. O Sistema Interligado Nacional (SIN) do Brasil, por sua vez, tem uma capacidade instalada de 148,4 GW, com 135 mil km de LT e uma demanda máxima de 85,7 GW. Em 2016 a geração foi de 620 TWh, com um crescimento de demanda de 3,5% ao ano, projetado para 2021.

Sobre a Eletrobras

Centrais Elétricas Brasileiras (ELETROBRAS), no Brasil, é uma empresa federal de economia mista estabelecida no setor elétrico brasileiro, com grande número de ativos nos setores de geração, transmissão e distribuição, bem como notório conhecimento e experiência em seus campos de atuação e tem interesse em contribuir para o processo de integração e segurança energética na América do Sul.

Sobre a ENDE

Empresa Nacional de Eletricidade (ENDE) do Estado Plurinacional da Bolívia, na qualidade de empresa pública nacional estratégica, tem como objetivo e papel participar de toda a cadeia produtiva do setor elétrico e das atividades de importação e exportação de energia elétrica. sustentável, e a visão de gerar excedente econômico através da exportação e, assim, transformar a Bolívia no coração energético da América do Sul.

Sobre o BID

O Banco Interamericano de Desenvolvimento tem como missão melhorar vidas. Estabelecido em 1959, o BID é a principal fonte de financiamento de longo prazo para o desenvolvimento econômico, social e institucional da América Latina e do Carine. O BID também realiza pesquisas de vanguarda e oferece assessoria de políticas, assistência técnica e capacitação para clientes do setor público e privado em toda a região.

Contato de imprensa
Miniatura

Joaquín Rodríguez Gutiérrez, presidente ENDE, Luis Alberto Moreno, presidente do BID e Wilson Ferreira Junior, presidente da Eletrobras