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BID e União da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo (UNICA) iniciam capacitação de cortadores de cana de açúcar

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a União da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo (UNICA) lançaram hoje o Programa de Capacitação e Requalificação de Cortadores de Cana de Açúcar Deslocados em consequência da Colheita Mecanizada.

 

A iniciativa busca reforçar as vantagens trazidas pela introdução da colheita mecanizada no campo em detrimento da queima da palha de cana de açúcar, e ao mesmo tempo amenizar os impactos sociais resultantes da redução do número de cortadores de cana no Estado de São Paulo durante esse processo.  

 

A meta para o primeiro ano do projeto é capacitar e requalificar 3.500 trabalhadores do corte de cana de açúcar, selecionados nas 118 usinas associadas UNICA.  Destes, 1.500 participarão de cursos profissionais específicos para o setor sucroenergético. Serão oferecidos cursos de operador de máquinas colheitadeiras, mecânico de tratores, soldador, entre outros.

 

Já os outros dois mil trabalhadores receberão cursos voltados para outros setores da economia, tais como avicultura e reflorestamento, horticultura, costura, hotelaria e atividades domésticas.

 

A UNICA é a maior organização representativa do setor de açúcar e bioetanol do Brasil. Suas 118 companhias associadas são responsáveis por mais de 50% do etanol e 60% do açúcar produzidos no país. Criada em 1997 a associação resultou da fusão de diversas organizações setoriais do estado de São Paulo, após a desregulamentação do setor no País.

 

Para a execução do programa serão investidos US$ 625 mil, dos quais US$ 500 mil serão doados pelo BID com recursos do Fundo para o Programa Especial do Banco sobre Energia Sustentável e Mudanças Climáticas(SECCI BID). Os outros US$ 125 mil serão aportados pela UNICA, sob a forma exclusiva de apoio logístico, espaço físico, transporte e gestão do Programa.

 

Para o especialista responsável pelo programa, Arnaldo Vieira de Carvalho, a iniciativa se ajusta e pode ser replicada em outras regiões do país. “O setor vai absorver parte destes profissionais e estará automaticamente mais fortalecido. Além disso, a indicação dos cursos de outros setores da economia partiu dos próprios trabalhadores, o que reflete bem as necessidades da área, trazendo maior profissionalização para o setor”, disse.