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Energia sustentável ajuda a reduzir a dispendiosa dependência de combustíveis fósseis em muitos países caribenhos

Christina MacCulloch

A crise econômica internacional prejudicou as economias caribenhas, afetando principalmente o turismo. Isso trouxe uma sensação de urgência para a necessidade de que a região dependa menos dos caros combustíveis fósseis importados. A necessidade de maior eficiência energética é maior do que nunca, assim como o potencial para atingir essa meta.

Barbados, por exemplo, tem alguma produção de petróleo, mas a demanda local excede em muito a oferta. A dependência de importações de combustível representa um gasto significativo e uma sangria das reservas cambiais que afetam o desenvolvimento econômico e social e a competitividade do país.

Aproximadamente US$ 208 milhões foram gastos em importações de petróleo em 2007, o que representa cerca de 7% do produto interno bruto de Barbados, um nível comparável aos gastos do governo com educação. O alto preço dos combustíveis faz com que as empresas de Barbados enfrentem dificuldades para competir no mercado internacional.

De acordo com estudos recentes, porém, Barbados pode obter uma Matriz de Energia Sustentável até 2029. O país pode conseguir isso diversificando as fontes de energia para incluir energias renováveis e mais eficiência, o que diminuirá a dependência de combustíveis fósseis, melhorará a segurança energética, reduzirá os custos de eletricidade pelo uso de aparelhos com mais eficiência energética e reduzirá as emissões de CO2. Um empréstimo do BID de US$ 45 milhões ajudará o governo a criar  um marco de energia sustentável para Barbados.

“O país tem potencial para energia eólica onshore e offshore, cogeração de biomassa, transformação de resíduos em energia e painéis solares fotovoltaicos que poderiam ser instalados nos tetos de casas, prédios comerciais e governamentais”, disse o especialista em energia do BID Christiaan Gischler. “Essas tecnologias podem operar abaixo do custo evitado dos combustíveis fósseis, o que faria sentido economicamente para que tanto as empresas de serviços públicos como os usuários finais as adotassem. O potencial total de energia renovável econômica e comercialmente viável é calculado em 28,9% da capacidade instalada total de eletricidade.”

“Além disso, se a população de Barbados usasse aparelhos e tecnologias com mais eficiência energética, a economia potencial gerada por essa mudança de atitude seria de 19,4% do consumo total de eletricidade”, acrescentou Gischler. “Os aparelhos mais econômicos do país são, entre outros, lâmpadas fluorescentes compactas, monitores de consumo, motores e sistemas de ar condicionado mais eficientes, todos eles comercialmente disponíveis ou facilmente introduzíveis no mercado em Barbados.”

O BID financiou programas que ajudarão a lidar com as barreiras, principalmente institucionais, políticas e regulatórias, que dificultam o desenvolvimento de projetos de energia renovável e eficiência energética, e promoverão capacitação profissional e técnica.

O BID está preparando e financiando vários projetos de energia sustentável em Barbados

Com o novo marco de energia sustentável, até 2029 cerca de 29% da energia consumida em Barbados poderia ser gerada por fontes renováveis e seria possível obter uma diminuição de 19,4% no consumo com programas de eficiência energética, gerando benefícios líquidos (descontado o custo da implantação) para o país, como uma economia de pelo menos US$ 285 milhões nos próximos 20 anos nos custos de eletricidade, e uma redução de cerca de 4,5 milhões de toneladas nas emissões de CO2 no mesmo período.

Outros projetos de energia sustentável e eficiência energética financiados pelo BID no Caribe incluem iniciativas nas Bahamas, Belize, Guiana, Jamaica e Suriname

Além disso, “há várias operações em preparação para a região do Caribe para o período de 2011–2012, entre elas empréstimos, projetos financiados pelo Fundo Global para o Meio Ambiente e assistências técnicas do BID, em um montante de mais de US$ 150 milhões, que contribuirão definitivamente para tornar a energia/eletricidade mais sustentável, menos dependente de combustíveis fósseis e mais acessível na região”, concluiu Gischler.