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Um mercado de seguros em expansão

O mercado de seguros é um negócio de US$3,4 trilhões em todo o mundo. Um estudo recente da Fundação Escola Nacional de Seguros do Brasil (Funenseg) mostra que esse mercado está crescendo mais rapidamente nas economias emergentes e prevê um crescimento anual de 2,5% da receita global total nos próximos anos.

De acordo com o economista Claudio Contador, diretor da Federação Brasileira de Companhias de Seguros e da Funenseg, há muito boas razões para a expansão desse mercado. Por exemplo, o seguro melhora e fortalece os mercados internos de capital, aumenta as taxas de poupança e investimento, ajuda a incrementar o potencial de crescimento do PIB e fornece informação sobre risco nas atividades de negócios.

Além disso, as tendências mundiais do mercado mostram que as economias em crescimento necessitam mais serviços de seguros, já que as famílias e as empresas são mais vulneráveis a riscos. A globalização gerou tanto desafios quanto oportunidades para os mercados se tornarem mais competitivos e os consumidores mais informados, exigentes e protegidos.

Os investidores estrangeiros à procura de ambientes de negócios promissores na América Latina buscam países com mercados de seguros. Nesse campo, o Brasil desempenha um papel proeminente porque nos últimos anos seu mercado de seguros passou por um crescimento rápido.

Durante sua apresentação na sede do BID, Contador falou  das principais forças que impulsionaram a evolução do mercado brasileiro de seguros. Segundo seu recente estudo sobre seguros e crescimento econômico, “os fatores macro de maior impacto nesse crescimento são a renda real e a taxa de inflação”.

No caso do Brasil, existe uma correlação positiva entre crescimento do mercado de seguros e estabilidade econômica e inflação baixa, especialmente na década de 1990. Mas esse crescimento também é apoiado pela desregulamentação, a maior abertura do mercado interno ao capital estrangeiro a partir de 1996, a adoção de padrões internacionais em 2003 e a abertura de resseguros ao capital estrangeiro este ano, segundo o especialista.  Assim, a legislação brasileira foi extremamente importante para o crescimento do mercado de seguros no país, disse Contador.

O estudo indica que “o crescimento econômico não gera necessariamente crescimento no mercado de seguro, assim como este pode expandir-se mesmo em condições econômicas desfavoráveis”. O caso brasileiro ilustra como a expansão do mercado de seguros pode ocorrer em um clima de crescimento econômico medíocre, graças a fatores internos à indústria.

Os especialistas prestam atenção à indústria de seguros porque ela desempenha um papel multidimensional no processo de globalização, criando mecanismos e instrumentos para diversificar os riscos. Além disso, explora novas áreas de operações, como os fundos de pensões públicas, que até há pouco tempo eram domínio exclusivo do setor público.