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Na vanguarda dos esforços internacionais para o desenvolvimento

O Banco Interamericano de Desenvolvimento se somou a um grupo de países doadores e de instituições multilaterais em uma conferência internacional realizada em Washington, D.C., para conseguir apoio financeiro para os programas prioritários de recuperação política, econômica e social do Haiti, o país mais pobre do Hemisfério Ocidental.

Durante a conferência de 19 e 20 de julho, co-patrocinada pelo BID, o Banco Mundial, a Comissão Européia e a ONU e presidida pelo governo interino do Haiti, os participantes discutiram o Quadro de Cooperação Interina (QCI), documento que contém um levantamento das necessidades mais urgentes para o desenvolvimento do Haiti nos próximos dois anos. No último dia do encontro, os doadores se comprometeram a contribuir com US$1,08 bilhão, dos quais US$260 milhões serão a contribuirão do BID.

O BID é a principal fonte de financiamento para os programas de desenvolvimento de longo prazo do Haiti . No momento, a carteira do Banco para o país compreende empréstimos em condições facilitadas de quase US$400 milhões, dos quais US$340 milhões serão desembolsados nos próximos anos. Os projetos financiados pelo BID englobam os setores identificados como prioritários pelo QCI: educação, saúde, água potável e saneamento básico, estradas rurais, agricultura, infra-estrutura básica e desenvolvimento local.

Duas operações somando US$75 milhões correspondem a empréstimos setoriais de desembolso rápido que apóiam medidas cruciais para fortalecer a confiança na governança econômica do Haiti, reforçar a administração das finanças públicas e aumentar a transparência e a prestação de contas no setor público. Muitos dos projetos de investimentos, agendados para ser executados em períodos de quatro ou cinco anos, já atingiram a etapa na qual se começa a fazer saques de magnitude considerável.

Para atender os objetivos do QCI de estimular a criação de empregos e a geração de receitas para os setores mais pobres, os programas de financiamento do BID utilizam métodos intensivos em mão-de-obra, como, por exemplo, os projetos viários ou as pequenas obras de infra-estrutura em comunidades isoladas. Desta maneira, estes programas contribuem também para os dois principais objetivos do governo interino do Haiti: estimular a atividade econômica e melhorar a qualidade de vida.

O BID, por sua vez, está buscando reforçar a capacidade do setor público do Haiti de realizar atividades essenciais, como a administração de fundos públicos e a coleta de impostos, com o fim de ajudar os ministérios e as agências estaduais a atender suas necessidades técnicas e profissionais para planificar, controlar e executar os programas de desenvolvimento.

O BID, cuja representação em Porto Príncipe permaneceu em operação, inclusive durante as crises do Haiti, também está coordenando suas atividades diretamente com os governos doadores e outras instituições multilaterais para assegurar que os recursos da comunidade internacional sejam investidos de forma eficaz e eficiente.