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Escritora brasileira Nélida Piñón receberá a Cátedra Enrique V. Iglesias de Cultura e Desenvolvimento no BID

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anuncia que a destacada escritora e gestora cultural brasileira, Nélida Piñón foi selecionada para receber a Cátedra Enrique V. Iglesias 2013, a mais alta distinção, no âmbito cultural, criada pela instituição para homenagear os grandes humanistas e gestores culturais da região. Para celebrar o evento a escritora fará uma conferência na cidade de Washington D.C, no dia 05 de dezembro, na sede do Banco.

O comitê da Cátedra, integrado pelo Presidente do BID, Luis Alberto Moreno, o Secretário-geral Iberoamericano, Enrique V. Iglesias, o Ministro da Cultura de Costa Rica, Manuel Obregón e a reconhecida Curadora do Houston Museum of Fine Arts, Mari Carmen Ramírez, exaltaram o papel da Cátedra como um espaço para a reflexão sobre o papel da cultura no desenvolvimento regional.

Nélida Piñón é considerada um dos expoentes das letras brasileiras contemporâneas. Simultaneamente à sua carreira de escritora, Piñón dirigiu um grande número de instituições culturais, incluindo o Laboratório de Criação Literária da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1970), a Divisão Cultural do Departamento de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e a Associação de Amigos da Casa da Cultura “Laura Alvim” (1987). Além disso, foi vice-presidente do Sindicato de Escritores do Rio de Janeiro. Desde 1989 é membro da Academia Brasileira de Letras, instituição que presidiu entre 1996 e 1997, sendo a primeira mulher no mundo a presidir uma Academia de Letras.

Entre suas obras, se destacam os livros de contos Tempo das frutas (1966) e Sala de armas (1973), Os romances Fundador (1969, Prêmio Walmap), Casa da Paixão (1972, Prêmio Mário de Andrade como melhor livro de 1973), Tebas do meu coração (1974), A força do destino (1977), A república dos sonhos (1984, agraciada com o Prêmio da Associação de Críticos de Arte de São Paulo, melhor livro do ano, e o Pen Club) A doce canção de Caetana (Prêmio José Geraldo Vieira à melhor novela de 1987), Vozes do deserto (2005, Prêmio Jabuti), os ensaios, Aprendiz de Homero, (2010, Prêmio Casa de Las Américas), Livro das Horas (2010, sua mais recente obra).

Além dos destaques já mencionados, sua produção literária prolifica tem sido motivo de inúmeros prêmios e honrarias, em que se ressaltam o Prêmio Internacional de Literatura Latino-Americana e do Caribe Juan Rulfo de 1995, o Prêmio Internacional Menéndez Pelayo de 2003 e o Prêmio Príncipe de Astúrias das Letras de 2005, sendo primeiro autor de língua portuguesa a receber tais láureas . Com mais de 20 livros publicados, suas obras foram traduzidas para mais de 20 países, e contemplam romances, contos, ensaios, discursos, crônicas e memórias.

Segundo Iván Duque Márquez, Chefe da Divisão de Cultura,Solidariedade e Criatividade no BID, “a presença da Mestra Nélida Piñón na Cátedra Enrique V. Iglesias, é um símbolo do papel que as mulheres artistas exercem na cultural regional, além de representar o valor da criatividade e a herança brasileira no continente”.