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Pesquisa do BID mostra que a crise dos alimentos pode aprofundar a pobreza em 19 países

Os países latino-americanos e caribenhos precisam fortalecer seus programas sociais para aliviar o impacto do aumento dos preços dos alimentos para os 71 milhões de pobres da região, mostram números recém-divulgados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento sobre o impacto potencial dos preços dos alimentos. De acordo com o BID, mais de 26 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe podem vir a cair em uma situação de pobreza extrema se os preços dos alimentos continuarem elevados.

O número de pobres no Chile, por exemplo, aumentaria de 12,3% da população total para 17,2%, já descontados os impactos positivos dos preços mais altos das commodities nas exportações. O México veria sua população pobre aumentar em um terço, subindo de 20,6% para 27,5%, e Costa Rica e El Salvador também registrariam um aumento significativo na pobreza.

As famílias de baixa renda podem ser lançadas mais profundamente na pobreza se os preços de alimentos como trigo, arroz e soja permanecerem persistentemente elevados e os países não conseguirem aumentar a produção agrícola e a renda da população pobre, segundo o estudo do BID, que avaliou o impacto da crise em 19 países da região.

Países da América Latina e do Caribe que importam grandes quantidades de alimentos enfrentam o maior risco de aprofundamento da pobreza. O Haiti, por exemplo, precisaria transferir 12% de seu produto interno bruto para os pobres para possibilitar que eles mantenham os seus níveis de consumo pré-crise; o Peru teria de transferir 4,4% de seu PIB e a Nicarágua 3,7%, de acordo com os números do BID.

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