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BID e CEBRI promovem debate sobre os desafios da integração e do comércio no Brasil

Iniciativa busca identificar prioridades, soluções, riscos e desafios que o próximo governo enfrentará para promover mais integração e comércio internacional no país

Brasília - O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil realizou hoje o segundo, de um total de quatro encontros da iniciativa Desafios para o Desenvolvimento em colaboração com o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI). O tema central do encontro “Integração e Comércio” compreendeu prioridades, soluções, riscos e desafios que o próximo governo enfrentará para a assegurar fortalecer a integração e o comércio internacional no país.

A iniciativa busca uma visão profunda sobre os desafios para a inserção internacional, abertura econômica, promoção e facilitação comercial que poderão influenciar o Brasil nos próximos anos. Ao final dos encontros, o BID definirá parâmetros em áreas estratégicas para suas ações no país, que estejam de acordo com as necessidades do país e os planos e prioridades do governo.

O Embaixador José Alfredo Graça Lima, Conselheiro do CEBRI e Hugo Flórez Timorán, Representante do BID no Brasil abriram as discussões, que foram moderadas pelo Secretário de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Jorge Arbache, Sandra Rios e Pedro da Motta Veiga, ambos diretores do Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento (CINDES). Os embaixadores do México, Salvador Arriola, e da Argentina, Carlos Magariños participaram do debate sobre política comercial.

O encontro teve a participação de representantes e especialistas das principais entidades da área, como o Itamaraty, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, empresas privadas, CNI, APEX e entidades como o Sebrae.

O economista do BID, Mauricio M. Moreira, apresentou um diagnóstico mostrando que quando comparado a outros países, o país apresenta altas tarifas de importação com grandes disparidades entre setores, e também, diferente de outros países que vem ampliando sua abertura comercial, esta realidade vem mudando pouco no Brasil. O documento aponta que o país ganharia fortemente abrindo unilateralmente o mercado doméstico ao comércio internacional. Além disso, o país ganharia com o aprofundamento das relações com o Mercosul e a assinatura de novos tratados comerciais com os países da União Europeia e da Aliança do Pacífico.

O embaixador da Argentina, que participou da assinatura do documento que criou o Mercosul, foi mais assertivo ao propor uma visão positiva sobre o futuro e a tendência de integração e abertura das economias da região. No mesmo sentido, o embaixador do México demonstrou uma grande expectativa sobre a aproximação comercial entre o Brasil e seu país.

O encontro também discutiu política de promoção do comércio e investimentos mostrando que em alguns países esta é frequentemente delegada aos estados e municípios. Foi apontada a necessidade de reforçar a capacidade dos entes subnacionais no Brasil nesse sentido. Os investidores necessitam informações muito especificas sobre energia, terrenos, impostos, licenças, entre outras, que somente o agente do governo local tem condições de atender com precisão e rapidez.

Outro desafio apontado, sobre facilitação de comércio, está a necessidade de capacitar os usuários do setor privado, especialmente empresas exportadoras, à nova plataforma de comércio exterior do Brasil, que está em fase de implementação.

Sobre o BID

O Banco Interamericano de Desenvolvimento tem como missão melhorar vidas. Estabelecido em 1959, o BID é a principal fonte de financiamento de longo prazo para o desenvolvimento econômico, social e institucional da América Latina e do Carine. O BID também realiza pesquisas de vanguarda e oferece assessoria de políticas, assistência técnica e capacitação para clientes do setor público e privado em toda a região.