Pular para o conteúdo principal

Coronavírus: recursos e conhecimento aberto para colaborar na resposta à pandemia

Análise Econômica Coronavírus: recursos e conhecimento aberto para colaborar na resposta à pandemia Compartilhar informações ajuda a solucionar desafios, como o COVID-19. Aqui reunimos dados, mapas, quadros, ferramentas e plataformas de informação pública. Ago 18, 2020
Ilustração abstrata Pontos conectados Dot Connection Network Background

O aparecimento da COVID-19 (coronavírus) e sua subsequente propagação mundial ilustram a natureza verdadeiramente interconectada de nossa sociedade atual. E nos leva a refletir sobre como, quando existe um desafio sistêmico, a resposta também deriva de esforços coletivos.

No contexto da resposta a essa pandemia, observamos que é essencial construir respostas baseadas no conhecimento aberto e compartilhado, que incluam a circulação e interação mais rápida entre pesquisas emergentes, uma maior integração de múltiplas fontes de dados para mapear e antecipar a propagação do vírus. Também são elementos chave a publicação de recursos abertos para a comunicação com o público e capacitação contínua e a abertura geral de conhecimento especializado para facilitar a continuidade de serviços e a atividade econômica, sobretudo durante um momento no qual muitas pessoas se encontram em quarentena ou em condições precárias e limitadas.

A seguir, indicamos alguns recursos abertos relevantes para motivar a construção de respostas baseadas em informação de qualidade e colaboração global:

1. Dados abertos e quadros de monitoramento de casos

Sem dados confiáveis, não se pode demonstrar a dimensão do problema e as consequências negativas de não tomar decisões concretas. Sem dúvidas, existem muitos desafios no momento de estabelecer um panorama de dados que ofereça uma visão completa da situação global da pandemia em tempo real. A construção de mapas de contágio e recuperação dependem de várias fontes para identificar, validar e publicar os dados sobre os casos e combiná-los em conjuntos de dados mais compreensivos ou poder visualizá-los de diferentes formas, para comunicar algo relevante ou acionável.

Por isso, as iniciativas de criação de plataformas que centralizam, conectam e visualizam os dados a partir de diferentes fontes e agências de forma aberta são cada vezmais valiosas e essenciais. A abertura dos dados para que possam servir para a criação de instrumentos, portais, mapas e/ou aplicativos e a documentação de sua análise facilita o fortalecimento metodológico da comunidade técnica e gera maior confiança no público. Por sua vez, é importante levar em consideração a sensibilidade dos dados que são abertos, para proteger a privacidade e a segurança das pessoas afetadas, sobretudo quando se trata dedados georreferenciados ou dados de informação pessoal.

Esses recursos representam alguns dos esforços para mapear e comunicar os efeitos dessa crise mundial:

Mapas com dados em tempo real

Outras visualizações e relatórios dinâmicos

Recursos adicionais

2. Ciência aberta e esforços colaborativos para decifrar o vírus

Em menos de duas semanas desde a identificação dos primeiros casos em Wuhan, na China, os cientistas próximos ao local liberaram um “genoma do coronavírus de um caso de enfermidaderespiratória”, que, posteriormente, foi analisado por pesquisadores de diferentes laboratórios e universidades de todo o mundo, gerando uma compreensão mais completa do DNA do vírus e ajudando a entender rapidamente sua semelhança com outros vírus graves, como o SARS. “O acesso rápido aos dados de sequenciamento de repositórios abertos, como o GenBank, desempenha um papel vital na ajuda aos países para o desenvolvimento de kits de diagnóstico específicos para surtos de doenças como esse”, como afirma opost do blog anunciando os dados.

A ciência aberta e o acesso abertos continuam fornecendo um forte apoio aos esforços de acelerar a pesquisa e o desenvolvimento de respostas à pandemia. Comuma petição em change.org, foram abertos mais de 32.000 artigos relevantes, por meio do repositóriocoronavirus.1sciencee muitas vozes da comunidade científica e de pesquisa seguem pedindo pelaabertura adicional e sistemática, a continuidade das lições aprendidas a partir daresposta a epidemias passadas.

Aqui, destacamos alguns recursos e oportunidades da pesquisa colaborativa em código aberto:

3. Ferramentas e plataformas de informação pública, capacitação, serviços públicos e apoio comunitário

Responder a uma crise frequentemente demanda mudanças de comportamento e colaboração entre pessoal da área da saúde, cidadãos, governos, academia e sociedade civil. Comunicar os fatos sobre a situação à medida em que acontecem, bem como transmitir os passos preventivos necessários requer uma mistura de recursos de comunicação que sejam claros, consistentes e facilmente compreendidos por um público diverso. Felizmente, vivemos em um momento em que as pessoas estão mais conectadas que nunca e a informação pode ser transmitida de maneira instantânea. O outro lado da moeda é uma saturação de fontes, com diferentes níveis de qualidade e confiabilidade, a mistura entre fatos e opiniões e a expectativa de ter respostas claras e verificadas em segundos (em vez de dias).

Aqui, encontram-se alguns recursos de capacitação e comunicação para entregar informação de qualidade ao público:

4. Ferramentas e metodologias para continuar trabalhando e colaborando virtualmente

Com a determinação de pandemia por parte da OMS e a necessidade de adotar medidas de distanciamento social para reduzir os contágios e a probabilidade de propagação do vírus, muitas organizações, empresas e órgãos públicos decidiram implementar medidas de teletrabalho. Isso representa um desafio para gerir equipes de forma remota, fomentar a colaboração e o trabalho a distância. Além de apresentar ferramentas digitais para trabalhar remotamente, apresentamos, a seguir, algumas recomendações de pessoas e organizações que trabalham virtualmente.

Todo o mundo encontra-se diante de uma situação nova e dinâmica. Estamos, finalmente, observando o que se vinha falando, em teoria, de que o mundo está mudando mais rápido que nunca, a tecnologia facilitará a troca de informações completas de forma instantânea e o papel das pessoas será o de agir com muita criatividade, empatia, cuidado comunitário e perseguir o aprendizado contínuo.

Como profissionais a serviço do público, temos que nos esforçar mais para questionar nossos próprios preconceitos e suposições, inspirar outros a fazer o mesmo, pensar em horizontes temporais mais curtos, empoderar nossa imaginação coletiva e guiar a cada um através desse período transformador de aprendizado, com processos co-criativos para construir um mundo e um futuro mais resiliente, sustentável e inclusivo. Com o conhecimento aberto, seguimos juntos.

—-

Se gostaria de destacar recursos adicionais, convidamos a deixar nos comentários.

Agradecemos a todos aqueles que contribuíram para essa compilação:

Adela Barrio, Michelle Marshall, Arturo Muente, Arianna Orozco, Laura Paonessa, Diana Pinto, Stella Porto, Jesenia Rodriguez, Florencia Serale, Kyle Strand, Carolina Suarez

Jump back to top