A pandemia deixará o Brasil e os países vizinhos mais pobres, endividadosedesiguais.E para superar esses impactos de magnitude eprofundidadeinéditas,não bastará retomar o crescimento. Será preciso construir um novo pacto social.
Baixe a publicaçãoÉ essa aanálisecentral doestudo “Sair do túnel pandêmico com crescimento e equidade: uma estratégia para um novo pacto social na América Latina e Caribe”, publicadopelo BID em português.
O documentotrazrecomendações para queo Brasil e os demais países da regiãoaproveitemo momento de reconstruçãodas economiasque virá para implementar mudanças que guiema nossaregião em direção a um modelo socioeconômico maisequitativo e inclusivoe com maior crescimento do que o observado antes da pandemia.
Perseguir essa guinada émais interessante do que apenas perseguiromesmo patamarde crescimento do período anterior à pandemia, uma vez queos indicadores de criação de emprego e de inclusão já apresentavam desempenho abaixoe não vinham sendo suficientespara superar os desafios sociaisdos países– e diversasdemonstrações de inquietação socialvistasna América Latina mesmo antes da pandemia são um sintoma das necessidades demudanças.
Veja abaixo oito conclusões presentes no estudo e, para conhecer as propostas em profundidade, acesseo estudo.
O que é preciso fazer? Veja oitorecomendações
- Enquanto perdurara pandemia, asprioridadesdevemserfortalecer os sistemas de saúdee, ao mesmo tempo,evitardanoseconômicos maiores– sobretudo paraas famílias mais pobres. Conter a destruição do tecido produtivo também será útil para acelerar a saída da crise.
- Limitar as perdasou mesmo revertê-las é importante, mas não é suficiente. Os países precisam atentar para as demandassociais por mais equidade e oportunidades econômicas.
- Por isso, é precisoagora implementarmedidas para conter os impactos da crisee, paralelamente,preparar políticas para promovernão sómaiscrescimento, mas tambéminclusãono pós-pandemia.
- Isso dever ser feito com políticas querealoquem gastos que pouco contribuam para o crescimento epara a equidadeem favordeitenscommaior impacto nainclusão,nocrescimento, na equidade e na eficiência dos gastos públicos – o que pode ser feito com incentivo à inovação no setor público.
- Com situação fiscal agravada,os países precisarãoescolherpriorizariniciativas demaior impacto, como é o caso dos projetos de infraestrutura, cujo potencial de criação de empregos e de multiplicação dos investimentos é elevado. Mas essas medidas, sozinhas,não seriam suficientes para reduzir as disparidades, nem para assegurar um crescimento sustentadoe precisariam, portanto, ser completadas por reformasfiscais e institucionaisprofundas que promovam equidade,sustentabilidadee espaçofiscalpara gastos pró-crescimento..
- Nesse contexto, será fundamentalconstruir um novo pacto social que garanta apoio às reformas,gerando ao mesmo tempo mais oportunidades e maior equidade.Essepacote deve incluiraperfeiçoamentonas políticas de transferência de recurso, tornando-as mais eficientes e focadas nos mais vulneráveis,e melhoria nos serviços de saúde e educação para os mais pobres,ao mesmo tempo que se melhoram asoportunidades paraocrescimento de empresas produtivasedotrabalho formal. Para que isso ocorra, os governos precisarão, nas palavras do estudo, executar uma “ginástica fiscal sem precedentes de forte realocação de gastos”.
- Este novo pacto social não será útil apenas para superar as sequelas trazidas pela pandemia, mas também para corrigir distorções históricase proverão às sociedades latino-americanas e caribenhas das capacidades necessárias para resistira desafios como mudanças climáticas,desglobalizaçãoe migrações.
- Por fim, o novo pacto social deverá acelerar reformas que garantam mais eficiência, competitividade e produtividade para a região. Os países que primeiro sinalizaremessas iniciativas terão também mais facilidade para atrair recursos internacionais e poderão acelerar a saída do túnel da crise pandêmica.
Obtenha mais informações sobrecomo essas escolhas políticas podem ser feitaslendoa íntegra da publicaçãoSair do túnel pandêmico com crescimento e equidade: uma estratégia para um novo pacto social na América Latina e Caribe.
Este documento faz parte de uma série de três monografias do BID sobre políticas públicas no contexto da COVID-19. Veja também:
- A política pública de combate à Covid-19: Recomendações para a América Latina e o Caribe
- Do confinamento à reabertura: Considerações estratégicas para a retomada das atividades na América Latina e no Caribe no contexto da Covid-19
De estruturas a serviços: uma nova visão para infraestrutura