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5 razões pelas quais startups são parte da solução para superar a crise e 9 ideias para estimular o setor

Análise Econômica 5 razões pelas quais startups são parte da solução para superar a crise e 9 ideias para estimular o setor Conheça as circunstâncias necessárias para que as startups contribuam para o pós-pandemia e também algumas recomendações para estimular o setor Out 29, 2020
Startups e COVID-19

Enquanto o mundocorre contra o tempo parar criarvacinas e tratamentos para vencer a COVID-19,governos, empresas e trabalhadores tambémse apressam em busca de maneiras de acelerar a saídaparauma das crises socioeconômicas mais profundas da história recente.

A boa notícia é quehá maneiras de fazer isso, euma delas é o estímulo às startups.Inovadoras por definição,essas organizaçõesreúnem uma série de características que resultam emimpactos positivos em melhores tempos, na comparação comempresas tradicionais.

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Para que esse potencial se concretize, porém, é preciso criar as condições adequadaspara que o tecido inovadortambém sobreviva à crise e, como próximo passo, se desenvolva.

No documentoStartups do Brasil em meio à pandemia, que publicamos em setembro, enumeramos quais sãoessas circunstâncias necessárias paraque as startups contribuam para o pós-pandemia, analisamos os impactos da crise sobre os ecossistemas de inovação do país e explicamos por que elas podem e devem ser vistas como instrumento catalizador de respostas úteis para o momento em que vivemos.

Veja os destaques abaixo e consulte a íntegra da publicação para conhecer os detalhes:

Por que as startups são parte da solução para esta crise?

  1. Flexibilidadeevelocidade:com estruturasmais enxutas que as grandes empresas, asstartups são adaptáveisa novas condições, cenários ou desafios. Tanto é que, no Brasil, apesar do choque econômico trazido pela pandemia, 1 em cada 4 startups que avaliamos afirmaram ter sido beneficiadas pela situaçãoatual – no geral, empresas que lidam com setores cuja demanda cresceu,sobretudo as ligadas a atividades executadas a distância, por meio virtual.Com os estímulos adequados, mais startupspoderãoseguir provendo rapidamente soluções inovadoras úteis para o contexto atual, em que a pandemia ainda não foi superada, e também para o cenário pós-pandêmico.
  1. Tempo é emprego:Por terem crescimento rápido, as startupsmuitas vezes encontram espaços no mercado em que há vazio de oferta, mas potencial de demanda, e precisam incorporar mais mão-de-obrapara suprir essa necessidade. Em outras palavras, têm o potencial de gerar empregos – algoque o país precisará fazer com urgência no pós-pandemia.
  1. DNA digital:As startups já nasceram com processos digitalizados e ajudam o país a consolidar os ganhostrazidos pela transição tecnológica acelerada e forçada que a pandemia impôs, gerando incrementos de eficiência em toda cadeia produtiva.
  1. História no retrovisor:O potencial de resposta das startups durante as crises já tem precedente histórico.Em 2011, os empregos no setor de “Design de sistemas de computador e serviços relacionados” nos EUA haviam crescido 2,6% em relação aos níveis vistos antes da crise de 2008; já na economia em geral, os empregoshaviamcaído -1,2%.
  1. Teto alto:As startups estavam em sua melhor fase no Brasil em 2019, antes desta crise, com US$ 2,4 bilhões eminvestimentos.Dados recentes demonstram que esses valores seguem crescendo, mesmo durante a crise. As startups guardam, portanto, um potencial de expansão latente que pode ser ainda maisotimizado.

O que é preciso fazer para que tudo isso ocorra?

Mesmo com benefícios indiscutíveis para a competitividade e produtividade do país, as startups sofreram, em sua grande maioria (75%),impactos importantes durante a crise.Durante a pandemia, as dificuldades no acesso a auxílios e créditos emergenciais e a falta de ações específicas para essas empresas revelaramproblemas estruturais que devem ser corrigidos para criar as condições de desenvolvimento do potencial do setor.

Nossas recomendações são, entre outras, ações de alto impacto tanto emergencial, comoestrutural, incluindo:

  1. Fomento direto:auxílios financeiros para as startups sobreviverem à crise sãocruciais para que o país não perca empresasde rápido crescimento que poderão, no futuro próximo,criar empregos edar origem a soluçõesessenciais no pós-pandemia. A publicação cita como exemplo de ação nesse sentido a atuação de Portugal, quesubsidiou salários de até 10 funcionários por startup e ofereceu vouchers para empreendedores locais.
  1. Crédito:as linhas de financiamento, importantes para aportar recursos para atravessar a crise,muitas vezes não chegam até as startups. Isso porque os critérios de concessão de crédito são pensadospara as empresas tradicionais e incluem requisitos como ativos físicos, histórico de faturamento ou outros itens que não correspondem à realidade das startups. Fazer ajustes nesse contexto é também elementar.
  1. Incentivos fiscais:ampliar prazo para pagamento de impostos ou até isentar as startups de algumas obrigações fiscais por certo período e incentivar a manutenção deempregosão tambémrecomendações para ajudar o setor.
  1. Apoio ao investimento:por meio deestratégias como ampliação dos fundos de venture capital,matchingfundsque complementam investimentos privados com aportes públicos e estímulo a operações de venturedebts, é possível estimularo fluxo de capital para as startups, principalmente aquelas em estágios mais iniciais, quando há maior risco e menos interesse de investidores privados.
  1. Apoio ao emprego:políticas públicas adequadas podem não só evitar demissões, mas incentivar a contratação nas startups– que, no geral, tem maior potencial de crescimento dada a sua natureza.
  1. Concursos e premiações:esses estímulos podem resultarem soluções que facilitem o enfrentamento da crise e direcionar os esforços para desafios específicos.
  1. Uso do poder de comprapúblico:geralmente, as soluções trazidas pelas startups são inovadoras, mais eficientes e fazem melhor uso das tecnologias de ponta – ou seja, reúnem as características que devem ser buscadas pelo poder público na hora de fazer aquisições.As compras governamentais, no entanto, seguem ritos que não sempre se adequam à realidade das startups. Por isso,é preciso fazer ajustes nas regulamentações e processosde compras e aproximar poder público, órgão de controle e ecossistema inovador.
  1. Qualificação de talentos:uma das barreiras para a expansão do ecossistema inovador no Brasil é a falta de mão-de-obra qualificada.Por isso, sugerimos a expansão do financiamentoestudantil, especialmente nas áreas tecnológicas,paraqualificartrabalhadoresem maior escala. Nesta publicação, o BID tambémsugere que o país tem pela frente a oportunidade devincular programas de transferência de renda apolíticas públicas deformaçãodos trabalhadoresque perderam emprego diante da pandemia como forma de acelerar a saída da crise.
  1. Modernização do Marco Legal:nosso quadro regulatório atual é deficiente na relação com as startups em aspectos societários, trabalhistas e tributários. O resultado é insegurança jurídica, burocracia excessiva e desestímulo à inovação, na contramão com o ambiente regulatório da maioria dos países desenvolvidos.
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