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Comunicados de imprensa

01/10/2009

Investidores estrangeiros reúnem-se no Haiti para explorar novas oportunidades de negócios

As perspectivas para os setores de confecção de vestuário, energia sustentável e agronegócio foram examinadas em uma reunião organizada pelo BID em Porto Príncipe

PORTO PRINCIPE, Haiti  – Em um evento sem precedentes, centenas de representantes do setor privado haitianos e estrangeiros reuniram-se aqui hoje para analisar oportunidades em setores econômicos chave para o Haiti, como confecção de vestuário, produção de energia sustentável e agronegócio.

O encontro internacional de negócios foi organizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento, o maior doador multilateral que opera no Haiti, com apoio financeiro do governo canadense e suporte do governo haitiano e do enviado especial das Nações Unidas para o Haiti, presidente Bill Clinton.

Mais de 500 participantes do setor privado estiveram no encontro, além de 150 executivos e delegados de instituições não-governamentais. Representantes de grandes corporações norte-americanas, canadenses, dominicanas, brasileiras e colombianas, entre outras, estiveram presentes, em uma clara indicação da melhora da estabilidade e da imagem do Haiti.

“Por muito tempo, o Haiti foi visto como uma terra de oportunidades perdidas”, disse o presidente do BID, Luis Alberto Moreno. “Acredito que o país esteja agora pronto e capacitado para atrair investimentos privados.”

Embora a maior delegação estrangeira tenha vindo dos Estados Unidos, o evento teve proporções hemisféricas. A maior delegação latino-americana foi a da vizinha República Dominicana, mas Brasil, Colômbia e Canadá contribuíram com um grande número de participantes. No total, investidores estrangeiros potenciais de 14 países inscreveram-se para o evento.

“Até alguns anos atrás, eu não poderia ter imaginado um evento como este, aqui em Porto Príncipe”, disse o presidente Clinton. “Mas o evento de hoje, com centenas de empresários internacionais, destaca as oportunidades significativas existentes no Haiti para criar empregos, aumentar a renda e ampliar o crescimento do setor privado.”

Em seu pronunciamento de boas-vindas, a primeira-ministra Michele Duvivier Pierre-Louis disse aos visitantes: “O Haiti está aberto para fazer negócios. Nós do governo estamos cumprindo a nossa parte. Estamos prontos e dispostos a trabalhar com todos vocês para alcançar o sucesso, mas o tempo é essencial”.

Com a assistência do BID, o governo haitiano estabeleceu um comitê nacional sobre competitividade, que inclui representantes do setor privado, para identificar gargalos e melhorar o ambiente de negócios.

O Haiti também está investindo intensamente na melhoria de sua rede viária para reduzir o tempo de viagem entre suas cidades mais importantes e no aumento da confiabilidade dos serviços de eletricidade. Além disso, o governo diminuiu em mais de 50% o tempo necessário para abrir novas empresas.

A estratégia para o setor privado do BID apoia-se em dois pilares: tornar o Haiti mais competitivo e focar setores que gerem empregos. O agronegócio, a energia sustentável e a indústria de vestuário foram identificados como setores com forte potencial de gerar empregos.

No encontro, o BID anunciou:

  • Um fundo especial de US$ 2 milhões para oferecer assistência ao setor de vestuário, criado pelo Fundo Multilateral de Investimentos (Fumin) do BID e com a expectativa de que mais entidades também invistam na iniciativa;
  • Uma doação de US$ 150.000 para examinar a viabilidade de um modelo de parque industrial para a indústria de vestuário.

O setor de vestuário traz para o país US$ 130 milhões em exportações líquidas e gera cerca de 25.000 empregos, com um potencial de quintuplicar esses números com a Lei HOPE II, que libera de impostos as exportações de confecções haitianas para o mercado norte-americano.

A agricultura é outro setor promissor. Os investimentos em instalações de processamento e na redução de gargalos logísticos pela melhora das estradas rurais podem ajudar o Haiti a mais do que dobrar suas exportações de manga. Frutas e óleos essenciais representam US$ 20 milhões em exportações anuais e esse valor poderia ser elevado às centenas de milhões.

O Haiti tem o potencial de desenvolver várias fontes de energia limpa e sustentável, incluindo energia eólica e solar. Quanto aos biocombustíveis e à biomassa, há mais de 500.000 hectares de terras áridas e semiáridas em que plantas resistentes e fixadoras do solo poderiam ser cultivadas.

O Haiti e o BID

A maior parte da carteira de mais de US$ 700 milhões em empréstimos facilitados e doações do BID para o Haiti está indo para infraestrutura básica, agricultura, prevenção de desastres, água e saneamento, educação, eletricidade e modernização do Estado.

O BID investe em fortalecimento da capacidade operacional do governo haitiano para que o país possa trabalhar em mais programas de desenvolvimento. Até dois anos atrás, o Haiti estava absorvendo cerca de US$ 60 milhões em desembolsos anuais do BID. No ano passado, o BID desembolsou US$ 125 milhões.

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