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Comunicados de imprensa

07/04/2008

BID alcança recorde de US$9,6 bilhões em novas operações aprovadas em 2007

O foco foi em infra-estrutura, setor privado e alívio da dívida para a América Latina e o Caribe

O Relatório Anual destaca novas iniciativas para tornar o BID um “parceiro indispensável” para a região

O Grupo do Banco Interamericano de Desenvolvimento alcançou um recorde em seu programa de empréstimos em 2007, com a aprovação de US$ 9,6 bilhões em financiamentos para projetos na América Latina e no Caribe, de acordo com seu mais recente Relatório Anual.

O montante, que exclui empréstimos emergenciais, ultrapassou todos os anos anteriores. Pelo 14º ano consecutivo, o BID foi a principal fonte de financiamento multilateral para a América Latina e o Caribe.

O total inclui US$9 bilhões para 111 empréstimos e 16 garantias de crédito oferecidos pelo Banco; US$470 milhões para a Corporação Interamericana de Investimentos (CII), uma filiada do BID especializada em pequenas e médias empresas; e US$135 milhões em financiamentos do Fundo Multilateral de Investimentos (Fumin), administrado pelo BID, incluindo US$100 milhões em concessões.

Os desembolsos em 2007 somaram quase US$ 7,6 bilhões, a cifra mais alta em quatro anos. O BID aprovou também US$167,8 milhões em concessões para projetos de cooperação técnica em 2007, em comparação com US$104 milhões em 2006.

O presidente Luis Alberto Moreno disse que esses resultados mostram que o BID está alcançando sua meta de se tornar um “parceiro indispensável para os governos e empresas latino-americanos e caribenhos e para as instituições internacionais que atuam na região.”

Áreas-chave

A maior parte dos financiamentos aprovados em 2007 – US$5,7 bilhões – foi destinada a projetos de infra-estrutura e competitividade em áreas como transporte, energia e portos em áreas de intensa atividade de exportação.

As operações voltadas para a redução da pobreza atingiram um total de mais de US$2,7 bilhões (30% do volume dos empréstimos do BID), mas muitos outros projetos também estão contribuindo indiretamente para esse fim. Entre eles, destacaram-se, durante 2007, os programas para desenvolvimento social por meio da música na Venezuela, assistência de saúde primária na Argentina e desenvolvimento sustentável nas áreas montanhosas do Peru.

Os empréstimos do BID para o setor privado sem garantias governamentais subiram a US$2,3 bilhões para 29 projetos em 2007, em comparação com US$920 milhões para 20 projetos em 2006. As aprovações do ano passado incluíram 12 operações dentro do Programa de Facilitação do Financiamento ao Comércio Exterior do BID, que oferece financiamentos de curto e médio prazo para exportadores e importadores. Entre as transações pioneiras destaca-se um empréstimo de US$400 milhões para a Peru LNG, a primeira instalação de produção de gás natural liquefeito na América do Sul.

Ao longo de 2007, o BID lançou suas primeiras operações no âmbito da iniciativa Oportunidades para a Maioria, que procura expandir os benefícios do crescimento para os 70% da população latino-americana e caribenha com ganhos anuais abaixo de US$3.000. Em um dos projetos, o Fumin ofereceu uma concessão de US$1 milhão para ampliar um modelo inovador de microfinanças envolvendo o microemprestador FinComun e o Grupo Bimbo, um gigante no setor de panificação, que trabalha com cerca de 450.000 pequenas lojas como parte de sua rede de distribuição no México.

O BID também aprovou 20 empréstimos ambientais num total de US$1,1 bilhão, essencialmente para projetos de água e saneamento. Estes incluíram três empréstimos para o Peru totalizando US$350 milhões para recursos hídricos e reforma sanitária e para o programa “Água para Todos”. Além disso, 81 concessões no valor total de US$ 32,4 milhões foram aprovadas para projetos ambientais como gestão de risco de desastres, gestão integrada de recursos naturais, desenvolvimento rural e agricultura sustentável.

Em 2007, o BID aprovou dois empréstimos num total de US$21,6 milhões e 14 concessões que totalizaram US$4,1 milhões para projetos relacionados à integração comercial. Estas últimas incluíram uma concessão de US$1,6 milhão do Fumin para a implantação de um sistema de exportação simplificada pelo correio, baseado em um modelo desenvolvido no Brasil, em quatro outros países da América do Sul no âmbito da Iniciativa para a Integração da Infra-Estrutura Regional Sul-Americana.

Novas iniciativas

Além disso, o BID aprovou em 2007 o cancelamento total da dívida para os saldos de empréstimos pendentes até final de 2004 para Bolívia, Guiana, Haiti, Honduras e Nicarágua – um total de US$3,4 bilhões em pagamentos do principal e US$ 1 bilhão em juros futuros. A anulação da dívida ajudará os países a dedicar mais recursos a programas prioritários de redução da pobreza.

Reconhecendo a importância crucial da segurança energética para a região, em 2007 o BID lançou sua Iniciativa de Energia Sustentável e Mudança Climática. O fundo de US$20 milhões está financiando estudos de viabilidade e cooperação técnica para projetos destinados a criar as bases para indústrias de biocombustíveis e programas de eficiência energética.

Duas outras novas iniciativas estão contribuindo para a meta de melhorar as condições econômicas e sociais da regiã o Fundo de Preparação de Projetos de Infra-estrutura (InfraFund), de US$ 20 milhões, para identificar e desenvolver projetos de infra-estrutura, e o Fundo para Prevenção de Desastres, de US$10 milhões, para ajudar os países a identificar riscos associados a desastres naturais, que afetam diretamente cerca de quatro milhões de pessoas na região a cada ano. Além disso, durante o ano foi aprovado o Programa Especial de Apoio às Metas de Desenvolvimento do Milênio – Fundo Social.

Em 2007, o BID aprovou uma nova Política de Gestão de Riscos de Desastres e completou as diretrizes que regem seu funcionamento. A política reforça uma abordagem abrangente e proativa, com ênfase na assistência pré-desastres, e melhora a eficácia do apoio do Banco aos mutuários em medidas de gestão de risco e reação pós-desastre.

Moreno mostrou-se otimista quanto ao crescimento da regiã “Apesar da recente instabilidade nos mercados financeiros internacionais e da prevista desaceleração da economia norte-americana”, disse ele, “as perspectivas para a América Latina e o Caribe são as melhores que observamos há décadas”. Referindo-se à recente reorganização do BID, Moreno acrescentou: “Neste momento seminal na história da região, é para mim uma grande honra presidir um Banco revitalizado, repleto de talento e estimulado por novos objetivos. Estamos prontos para abordar os desafios vindouros.”

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