Artigos

03/07/2014

Brasil ou Colômbia. Quem ganharia o mundial da Educação?

Falta de interesse é o principal fator indicado pelos jovens que abandonam o ensino médio na região

O ensino fundamental alcança níveis de universalização cada vez maiores no Brasil e na América Latina, entretanto, pouco mais da metade dos jovens brasileiros conclui o ensino médio. Enquanto 85% dos alunos mais ricos no Brasil concluem esta etapa, menos de 30% dos jovens com menos recursos conseguem o mesmo.

A análise do GRADUATE XXI, uma iniciativa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) intituladaVamos lá, Brasil! Por uma nação de jovens formados aponta que a evasão escolar é influenciada por muitos fatores e as razões que levam os jovens a deixar a escola desafiam as teorias convencionais. A partir de oito pesquisas domiciliares em países latino-americanos, o BID identificou que a maioria dos estudantes entre 13 e 15 anos que não frequentam a escola identificam a falta de interesse como a principal razão para o abandono.

Os jovens entrevistados não estão convencidos de que a educação é um instrumento para que tenham melhores condições de vida. Percepções sobre a qualidade e validade da educação também influenciam o abandono. Esta distinção fica evidente quando se compara os países europeus com os latino-americanos da Copa e que participaram do último Programa Internacional de Avaliaçãode Aluno (PISA), a seguir.

Copa da Educação

Os japoneses e os coreanos, que oscilaram entre a quarta e a sétima posição na avaliação na OCDE, seriam os vencedores de um torneio de educação. Já os latino-americanos estão nas últimas posições. O melhor colocado seria o Chile, último adversário do Brasil na Copa, cujo melhor desempenho de acordo com o PISA foi em Ciências, com a 46ª colocação. O Brasil ficou na 59ª posição em ciências, 58ª em matemática e 55ª em leitura no ranking de 65 países. Comparado com a Colômbia, seu próximo adversário, estaria à frente em todas as categorias.

Novas estratégias de prevenção

As lacunas persistentes exigem novas estratégias de prevenção para o maior desafio: conquistar o interesse dos jovens. Baixa assiduidade, mau comportamento em sala de aula e baixa aprovação nas matérias são os alertas de que um jovem pode deixar os estudos. Na prática, isto significa que é necessário avaliar todos os dias os alunos que vão para a escola, saber por que eles não o fazem (quando não comparecem), e seguir o desempenho durante as aulas, de acordo com a análise do BID.

Uma vez identificados os problemas, os especialistas focados em dar atenção individual e acompanhar os alunos que estão em risco de abandono podem implementar intervenções apropriadas para cada aluno. No México, o Sistema de Alerta Precoce (SIAT) permite que as autoridades de educação identifiquem os alunos em risco por meio do monitoramento de dados básicos como ausências e notas.

Na Argentina, o Gabinete do Presidente e do Ministério da Educação lançaram uma campanha de conscientização chamada “ Ponele título a tu secundario ”, destinada a estudantes do último ano do ensino médio e àqueles que já deixaram a escola, para que todos possam zerar pendências e obter o diploma.

Cursos de educação profissional que tem competências mais amplas, tais como habilidades matemáticas e compreensão de leitura podem ser uma resposta para assegurar uma transição bem sucedida para o trabalho. Nos Estados Unidos, o I-BEST, do estado de Washington, é exemplo de um programa que tem obtido êxito na melhora do desempenho educacional.

 

 

Para mais informações

Maria Gador Manzano
Especialista Sênior em Comunicação
gadorm@iadb.org

Contato de imprensa

¡Hola, Bienvenido al BID!

Te invitamos a unirte a nuestra lista de correo.