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18/06/2013

Estudo do BID destaca solidez dos bancos públicos da América Latina e seu potencial de financiamento para mudança climática e desenvolvimento produtivo

Bancos Públicos de Desenvolvimento são responsáveis por 10% dos empréstimos na América Latina e no Caribe

Os empréstimos dos Bancos Públicos de Desenvolvimento (BPD) da América Latina e do Caribe superam US$ 700 bilhões ao ano e essas instituições gozam de uma solidez operacional e financeira inédita que lhes permite ampliar suas operações em áreas como o financiamento da mitigação da mudança climática e de políticas para o desenvolvimento produtivo, segundo um estudo divulgado hoje pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Ainda assim, as instituições deverão prosseguir em seus esforços de fortalecimento institucional, particularmente na área de governança corporativa, e demonstrar seu impacto no desenvolvimento de modo a mobilizar recursos do setor privado e apoiar segmentos vulneráveis da economia.

O texto analisa a relevância dos BPD nos sistemas financeiros atuais, seus instrumentos financeiros e não financeiros que podem se tornar mais efetivos, os fatores institucionais fundamentais para o sucesso e a forma de abordar novos desafios, como a mitigação da mudança climática.

Há 56 BPD operando na região, entre eles instituições como o Banco Estado do Chile, o Banco de Desarrollo Empresarial da Colômbia e a Nacional Financiera do México.

“Os bancos públicos deixaram de ser um peso nas contas fiscais em vários dos países da região”, disse Fernando de Olloqui, especialista em mercados financeiros do BID e principal autor do estudo. “Se prosseguirem na trajetória de melhoria operacional e financeira e demonstrarem seu impacto para o desenvolvimento, as instituições de financiamento público estarão em uma posição invejável para consolidar sua relevância na próxima década, particularmente em relação a desafios mais complexos, como a mudança climática”.

Apesar de contar com instituições de grande porte, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), opeso relativo dos BPD nos sistemas financeiros se manteve constante ao longo dos últimos 10 anos. A participação média dos BPD nos empréstimos totais em cada país é de cerca de 10%.

Segundo otrabalho intitulado “Bancos Públicos de Desarrollo: ¿Hacia un Nuevo Paradigma?” (Bancos Públicos de Desenvolvimento: em busca de um novo paradigma?), em anos recentes os BPD apresentaram uma melhora notável em seu rendimento, obtendo um retorno sobre o patrimônio líquido de 14% em 2010, em comparação com um déficit de 1% em 2000. No entanto, o estudo adverte que ainda existem bancos públicos na região com problemas estruturais importantes, em geral atribuíveis a uma falta de clareza em seu mandato e a sistemas de governança corporativa que não permitem a tomada de decisões em benefício exclusivo do BPD. 

Em anos recentes, os BPD têm procurado ampliar suas atividades para novos setores, como energias renováveis, mitigação e adaptação à mudança climática, educação, moradia social, microempresas, inovação e cadeias produtivas.

Com ativos que, em conjunto, equivalem a cerca de 25% do PIB da região, incluindo o Brasil, os BPD podem proporcionar financiamentos importantes para mitigar os efeitos da mudança climática, criando um ambiente favorável para os investimentos necessários, além de alavancar recursos próprios e internacionais, segundo o estudo.

O trabalho é a principal publicação anual do Departamento de Instituições para o Desenvolvimento (IFD) do BID.

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