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01/11/2011

Turismo em Alta

Desde 1994 o BID tem ajudado a criar mais de um milhão de empregos através do seu apoio às diversas fases do PRODETUR

A contribuição do Banco Interamericano de Desenvolvimento ao turismo no Brasil tem sido intensa e remonta ao ano de 1994, com o lançamento do Programa de Desenvolvimento do Turismo do Nordeste (PRODETUR Nordeste I).

Em parceria com o Banco do Nordeste (BNB), a primeira fase da operação durou dez anos (1994–2004) e teve investimentos de US$ 700 milhões em 11 estados. O programa foi concebido como um grande consórcio, com investimentos orientados por Estratégias de Desenvolvimento Turístico elaboradas em cada estado.

Oito aeroportos, em seis estados, foram aprimorados, reformados e ampliados, para facilitar o acesso de passageiros. Para acomodar o maior fluxo de turistas, o programa investiu na ampliação e melhoramento dos serviços de abastecimento de água e tratamento de esgoto. Foram instalados mais de 700 quilômetros de rede de água e mais de 1.000 quilômetros de rede de coleta de esgotos, beneficiando mais de um milhão de pessoas. A pavimentação de quase 1.000 quilômetros de vias e rodovias urbanizou praias e facilitou o acesso a municípios que estavam fora do circuito turístico.

O projeto também investiu na restauração de 22 sítios históricos, totalizando mais de 94.000 metros quadrados de área construída recuperada. Na área ambiental, foram criados 102.000 hectares de Áreas de Proteção Ambiental (APA) e seis unidades de conservação na Bahia. Nos municípios dos pólos turísticos foram criados planos para gerenciamento de resíduos sólidos, associados aos Planos Diretores.

Uma avaliação feita ao final da primeira fase concluiu que a operação atraiu US$ 4 bilhões em investimentos privados, com a criação de um milhão de empregos. O número de visitantes saltou de seis para 12 milhões  entre 1994 e 2000.

Com estas intervenções, a cidade de Natal, por exemplo, passou a receber dois milhões de turistas por ano. Como resultado, diz o superintendente do BNB, José Maria Vilar, “a cidade passou a ser bem vista e tem hoje a melhor rede hoteleira da região, o que confirma o postulado de que cada real investido no PRODETUR gera R$ 10 de investimentos, funcionando como um multiplicador”.

Novas fases do Prodetur apoiadas pelo BID

A transformação da vocação turística em geração de divisas e criação de empregos justificou o PRODETUR Nordeste II, que segue em execução até 2014, e conta com investimentos de US$ 400 milhões. A primeira fase do programa dotou a região de estrutura aeroportuária, enquanto a segunda vem consolidando acessos rodoviários a dezenas de destinos turísticos, saneamento básico, capacitação profissional e ambiental, entre outras melhorias urbanas.

Nesta nova etapa, além dos 11 estados da região, o nordeste dos estados do Espírito Santo e de Minas Gerais foi contemplado. A exigência de um Plano de Desenvolvimento Integrado de Turismo Sustentável, elaborado em cada pólo turístico, faz parte desta nova fase e destaca a importância de se priorizar ações de reparação de passivos ambientais relacionados à execução de obras na primeira fase.  O planejamento para gestão é realizado de forma participativa e validado pelo Conselho de Turismo do Pólo, garantindo assim o diálogo constante entre a sociedade e os órgãos executores do programa.

A partir dos resultados obtidos nas duas fases do programa, o Ministério do Turismo lançou, em 2008, o PRODETUR Nacional em parceria com o BID. A linha de financiamento, iniciada em 2010 com recursos de US$ 1 bilhão, já conta com operações aprovadas, como ilustram os casos de Rio de Janeiro, Pernambuco e Ceará, que receberam investimentos de quase US$ 340 milhões. Além dos programas diretos com estados, o Banco mantém uma operação com o governo federal para a consolidação de políticas nacionais de turismo por meio da gestão pública cooperativa e descentralizada.

Tendo em vista grande eventos esportivos – Copa 2014 e Olimpíadas 2016 –, o PRODETUR Nacional pode ter um papel importante na melhoria  da competitividade turística do país. Projetos já em execução ou em fase inicial financiados pelo BID  têm impacto direito em seis cidades-sede do Mundial ou em destinos turísticos próximos a estas cidades, com investimentos que passam de US$ 400 milhões.

Transformando Sonhos em Realidade

É Cláudia, é Sérgio, é Mônica... Ao todo são dez em volta do fogão, atentos às orientações do professor de gastronomia, Marcelo. A cidade, Nísia Floresta, no estado do Rio Grande do Norte, abriga 22 mil habitantes e, nos últimos anos, passou a receber um grande número de turistas atraídos pela bela paisagem e por praias de águas límpidas.

Além de aulas teóricas sobre princípios da boa cozinha, português, matemática e ética, os alunos têm um mês de treinamento prático, onde aprendem a preparar pratos regionais. São sonhos e projetos diferentes para cada aluno.

Sérgio Garcia trabalha como garçom e quer entrar na área de eventos. Para isso, diz ele, “preciso ganhar experiência na produção, dominar todos os assuntos da cozinha para tomar as decisões certas, saber calcular custos e definir as melhores opções de cardápio”. A aula termina e cada um segue para casa a seu modo: de bicicleta, de moto ou a pé, pela rodovia que liga Nísia Floresta a Natal, na Rota do Sol. A estrada e o curso fazem parte do PRODETUR Nordeste.

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