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Artigos

17/08/2005

O impacto da imprensa sobre o bom governo

A imprensa escrita serve de “guia para os cidadãos e as autoridades na consecução do bom governo”, disse Alejandro Miró Quesada, presidente da Associação Interamericana de Imprensa (IAPA).

Ao contrário da rádio, da televisão e da Internet, a imprensa escrita proporciona análises mais detalhadas das notícias e serve como “guia para os cidadãos e as autoridades na consecução do bom governo”,  disse o presidente da Associação Interamericana de Imprensa, Alejandro Miró Quesada. Ao falar na Organização dos Estados Americanos (OEA) em Washington, D.C., o jornalista peruano e advogado discutiu a relação entre jornalismo e governança na América Latina e no Caribe.

Miró Quesada destacou a necessidade de denunciar a corrupção, manter princípios éticos, defender a democracia, apoiar a boa governança e melhorar a qualidade de vida da população mediante a transparência e a fundação ética baseada em princípios de pluralidade, verdade, eqüidade e independência, entre outros.

Segundo Miró Quesada, que é editor-chefe do jornal peruano El Comercio, “em muitos casos, a missão de defender a democracia e o bom governo nos leva à necessidade de criticar as ações negativas e denunciar as criminosas”. Ele ressaltou também a importância de adotar um alto grau de rigor na hora de investigar. “O jornalista precisa estar disposto a confrontar os poderosos de todo tipo, sejam eles políticos, empresários ou até mafiosos, mas também reconhecer erros e corrigi-los de modo adequado.”

“Em um ambiente populista, defender a institucionalidade democrática nem sempre é fácil ou popular para os meios de comunicação”, disse Miró Quesada. No desespero de solucionar os problemas, muitos deles básicos, as massas populares são levadas a contentar-se com soluções efêmeras e atalhos democráticos que muitas vezes arrastam consigo os meios de comunicação, advertiu ele. Por isso, é essencial que a mídia apóie decididamente a manutenção dos princípios democráticos.

A necessidade de apoiar as autoridades para alcançar um bom governo que eleve o nível de vida dos cidadãos não deve se confundir, porém, com o apoio político ao governo no poder. Por outro lado, a imprensa deve orientar os cidadãos em seu trabalho de exigir que o governo responda por seus atos.

Miró Quesada sugeriu, por exemplo, que a imprensa pode “promover nos jornais um debate esclarecedor e pluralista sobre um projeto de lei; ou criticar com base em fatos e novas informações os erros na condução econômica do país; ou ainda analisar o impacto da política externa do país, aplaudindo-a ou criticando-a”. 

Na América Latina e no Caribe, “a missão fiscalizadora da imprensa escrita se torna prioritária para a sociedade, pois na falta de instituições sólidas é ela que é chamada a substituí-las”, concluiu Miró Quesada.

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