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O Museu de Arte de Lima está alojado em um prédio antes conhecido como Palacio de la Exposición.

EXPRESSÕES
Um novo cenário para 3.000 anos de arte peruana
A Fundação Interamericana de Cultura e Desenvolvimento, financiada pelo BID, impulsiona a ambiciosa modernização das salas de exposição do Museu de Arte de Lima

Jorge Zavaleta

Mais de um milhão de turistas estrangeiros visitaram o Peru em 2007, e a grande maioria deles entrou no país pela cidade de Lima. No entanto, segundo o Ministério do Comércio Exterior e do Turismo, o turista típico passa apenas dois dias na capital, em parte por desconhecer os atrativos históricos e as importantes coleções de arte da cidade.

O Museu de Arte de Lima (MALI) talvez contenha a mais impressionante dessas coleções: cerca de 10.000 artefatos da arte pré-incaica, incaica, colonial e contemporânea, que oferecem um panorama de 3000 anos de cultura peruana.

Localizado no esplêndido Palacio de la Exposición, que foi construído em 1870 em pleno centro histórico de Lima, o MALI recebe cerca de 70 mil visitantes por ano, além dos 35 mil freqüentadores dos diferentes cursos e oficinas oferecidos pela instituição.

Os membros do Patronato de las Artes, uma entidade público-privada que administra o museu desde sua fundação em 1954, estão convencidos, porém, de que o número de visitantes deveria ser muito maior. Para alcançar esse objetivo e tornar o MALI uma das melhores referências museográficas da América do Sul, o Patronato lançou, em 2003, um plano ambicioso de renovação e expansão da instituição.

A sala de prataria foi uma das remodeladas como parte do Proyecto Nuevo Mali.

A peça chave do Proyecto Nuevo MALI é a renovação completa das salas de exposição, que ocupam 4.500 m2 no segundo andar do Palácio. Graças ao apoio de várias instituições e famílias, já foram remodeladas as salas de Prataria, de Fotografia e Desenho e de Costumbrismo (costumes locais). No entanto, o Museu via com incerteza a conclusão da renovação das salas de exposições permanentes. A cooperação local havia chegado a apenas US$600 mil, para um custo total do projeto de US$2,5 milhões.

Contribuição do BID. As perspectivas melhoraram em setembro de 2007, quando Luis Alberto Moreno, presidente do BID, visitou o MALI e anunciou que o Banco ajudaria a financiar a conclusão do projeto de renovação por meio da Fundação Interamericana de Cultura e Desenvolvimento (ICDF).

Criada em 2005 como uma iniciativa do BID, a ICDF é uma organização sem fins lucrativos que busca contribuições de diversos doadores para apoiar projetos de desenvolvimento cultural na América Latina e no Caribe. No caso do MALI, a ICDF comprometeu-se a canalizar doações de US$1,9 milhão para o projeto de renovação do museu.

“Quando analisávamos o tipo de projeto de que queríamos participar, vimos que [o MALI] se encaixava perfeitamente no que a Fundação pretendia fazer”, explicou Moreno ao fazer o anúncio. “Este é o momento de olhar para a essência daquilo que nos constitui e nos faz diferentes como países. E é a cultura que nos diferencia, mas que também nos une. É por essa razão que queremos trabalhar nisto.”

Para Natalia Majluf, diretora do MALI e reconhecida historiadora da arte peruana, a renovação permitirá que o museu dobre o número de visitantes em dois anos. O museu será uma ferramenta fundamental para o ensino da história e da arte do Peru a um público potencial de meio milhão de pessoas. “O MALI encontra-se num processo de fortalecimento do que foi realizado nos últimos anos e, para essa tarefa, conta com uma boa equipe profissional e apoio financeiro, em especial da Fundação Interamericana de Cultura e Desenvolvimento”, destacou Majluf.

Um investimento transformador. Ana María Rodríguez Ortiz, a Representante do BID no Peru, espera que o MALI alcance seus novos objetivos de se tornar uma atração importante e uma ferramenta para impulsionar a educação, o turismo interno e externo, o desenvolvimento econômico e um conhecimento mais amplo da rica história desse país andino.

Espera-se também que a renovação do museu contribua para a revitalização do centro histórico de Lima. O Palacio de la Exposición é a porta de entrada tradicional desse centro histórico, um dos maiores da América Latina, que foi declarado Patrimônio Monumental da Nação pelo Instituto Nacional de Cultura.

O MALI está localizado em um grande parque vizinho à Plaza Grau e próximo ao Palacio de Justicia, ao Centro Cívico e ao Parque de la Reserva. O novo plano de transporte urbano melhorará a circulação nessa área e facilitará o acesso do público, que também será beneficiado com a nova e moderna Estación Central do metrô de Lima, que será o eixo do transporte público da capital do país.

Antecedentes. Em 1955, o Patronato de las Artes, com o apoio do governo e da iniciativa privada, inaugurou a coleção permanente do Museu com a aquisição e repatriação do conjunto mais completo de obras do pintor peruano Baca Flor, que se encontrava em Paris. Desde então, inúmeras doações contribuíram para fazer do MALI a principal pinacoteca do país e uma rica mostra da criação artística no Peru.


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LINKS
Site na Web: Fundação Interamericana de Cultura e Desenvolvimento (ICDF)
Site na Web: Centro Cultural do BID
Site na Web: Museu de Arte de Lima (MALI)



MUSEU DE ARTE DE LIMA


Sala de Desenhos.


Sala de exposições.


Oficinas educacionais.




Publicado na Web em abril de 2008