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Em muitos lugares na
Nicarágua, a floresta natural foi substituída por plantações de café e outras culturas, causando
sérios problemas ambientais.
(Foto: Roger Hamilton, BID)
Em seus dois hectares de
terra, Jaime Lanza criou um sistema funcional de plantações de café e banana, valas, plantas
especiais e cultivo em fileiras para proteger o solo. (Foto: Roger Hamilton, BID)
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O cenário ao redor da
cidade de Matagalpa, no norte da Nicarágua, está mudando. As mudanças são sutis em
comparação com os desastres que a região sofreu nas ultimas décadas: uma guerra civil que se
prolongou por uma década, secas ocasionadas pelo fenômeno El Niño, e, para finalizar, a
devastação causada pelo furacão Mitch. É necessário que o observador tenha um olhar
técnico para poder perceber as mudanças no mosaico de pequenas fazendas e florestas no topo
dos montes. Marcos Guatemala é um deles.
Acompanhado por vários membros de uma organização não-governamental do país,
Guatemala, que trabalha para o governo, estava visitando lavradores que participam de um novo
programa voltado para a preservação de recursos florestais e gerenciamento agrícola. No
caminho, dirigindo sua caminhonete, Guatemala apontou para uma área de verde uniforme contra
um fundo de pés de café. Era uma plantação de pinheiros, uma entre muitas. As áreas com
coloração verde mais escura são remanescentes de florestas naturais, anteriormente derrubadas
indiscriminadamente para dar espaço a áreas de cultivo, mas que atualmente se encontram sob
proteção. Ele parou para observar um lavrador arando a terra com uma parelha de
bois. Parecia uma cena antiga, exceto que o lavrador arava seguindo o contorno natural do
terreno. No passado, explicou Guatemala, os lavradores aravam a terra em ângulo reto em
relação à curva de nível, criando canais por onde as águas da chuva corriam desimpedidas,
arrastando o solo pelas encostas abaixo.

Ao chegar à fazenda de Jaime Lanza Arauz, Guatemala e os outros caminharam ao longo de uma
encosta coberta por pés de café intercalados com bananeiras. Atravessaram uma porteira para
conversar com Lanza, que limpava uma vala com seu machete. Lanza, como muitos outros
proprietários de minifúndios, tinha se mudado para a região após a guerra civil da década de 80,
como parte de um esforço nacional para assentar ex-combatentes em novas terras, onde pudessem
iniciar uma nova vida e sustentar suas famílias. Embora esta área dê a impressão de ser uma
localidade agrícola de longa tradição, na verdade há apenas uma década esta mesma região
estava coberta de florestas naturais, abrigando uma grande diversidade de espécies vegetais e
animais, fontes naturais de água e provendo outras funções ambientais. Com a chegada dos
novos lavradores, o desmatamento das encostas foi ficando cada vez mais evidente. Como
resultados imediatos vieram erosão, diminuição dos estoques naturais de madeira e até mesmo
mudanças climáticas. Muitos residentes declaram que o clima da área de Matagalpa se tornou
mais quente e seco do que anteriormente. O clima seco, adicionado à falta de cobertura florestal,
criou uma escassez de recursos hídricos que já ocasionou alguns conflitos. Entidades municipais
de Matagalpa freqüentemente são forçadas a cortar o abastecimento de água, provocando a ira
dos moradores, que reabrem as válvulas à força.
Donaldo Tórrez, técnico
florestal, dá um punhado de sementes de legumes ao agricultor Lanza, além de conselhos sobre
conservação do solo. (Foto: Roger Hamilton, BID)
Agricultores como Lanza são parte do problema, mas também participam da sua solução. Como
Lanza mostrou aos seus visitantes, a posição de cada planta ou árvore em sua propriedade foi
planejada com o objetivo de prevenir a erosão do solo. Quando chove, o escoamento das águas é
suavizado por carreiras de vegetação morta, cuidadosamente rasteladas, e bloqueado por valas
plantadas com arbustos. Os pés de café e bananeiras também foram plantados seguindo a curva de
nível do terreno. Até mesmo as cercas participam do esforço. Ao invés de postes, utilizaram-se
árvores plantadas em locais onde podem melhor participar da luta contra a erosão causada pelas
águas da chuva. Este tipo de planejamento cuidadoso da exploração agrícola dá "muito
trabalho" para ele e sua família, como Lanza admite. Mas nos dois anos em que vem
praticando o cultivo ambiental ele já pode identificar melhorias na condição do solo e colheitas
mais elevadas. Lanza aprendeu estas técnicas com especialistas agrícolas, tais como Donaldo
Tórrez, que trabalha para uma organização não-governamental. O grupo de Tórrez forneceu as
árvores que formam a cerca da propriedade de Lanza, assim como o arame farpado e a garantia
de suporte técnico de longo prazo baseado em confiança mútua. "É preciso sempre levar
em conta a opinião do agricultor", diz ele. Como parte desses esforços, Tórrez e seus
colegas trabalharam em conjunto com lavradores locais para escavar 18.000 metros de valas com
o objetivo de combater a erosão do solo. Vencendo obstáculos. Lanza é um dos 2.300
agricultores da bacia do rio Estelí que participam do Programa de Desenvolvimento Florestal e
Sócio-ambiental Posaf, com o objetivo de preservar o meio ambiente e assegurar o futuro de
suas terras. Quando se considera a situação da Nicarágua, em particular a guerra civil e desastres
naturais que fizeram do país a segunda nação mais pobre do hemisfério, o Posaf possui uma
impressionante lista de resultados. Em primeiro lugar, o Posaf conseguiu a participação de um
vasto número de proprietários rurais para a conservação do solo e de recursos florestais em um
continente em que os fracassos tendem a suplantar os êxitos. Em outro país, por exemplo, um
programa de proteção de recursos hídricos, planejado para minimizar o problema de aluvião na
área de um reservatório hidrelétrico, não foi capaz de evitar que lavradores removessem a
cobertura florestal, mesmo nas terras da companhia elétrica, até junto às margens da água. Na
Nicarágua, um amplo programa de silvicultura, iniciado alguns anos atrás com o apoio de várias
organizações internacionais, atualmente consiste em quilômetros de árvores queimadas
pontilhados por torres de observação de incêndio em diversos estágios de ruína. Em segundo,
o Posaf é uma iniciativa governamental gerenciada com a eficiência e zelo encontrados no setor
privado, uma verdadeira raridade em grande parte da América Latina. De fato, em muitos casos a
participação governamental praticamente não existe, com grupos não-governamentais atuando
como os únicos responsáveis pelo fornecimento de serviços de saúde, apoio agrícola e outros.
Um programa singular
público-privado que opera em sete áreas prioritárias (mapa) está ajudando o pessoal local a
proteger sua terra e o que resta de ecossistemas originais.
Em apenas quatro anos, o Posaf auxiliou no estabelecimento de práticas de conservação do solo
em cerca de 75.000 hectares de terra nas sete bacias hídricas nas quais atua (ver mapa). O total é
um pouco inferior ao seu objetivo de 80.000 hectares, mas bastante positivo quando considerados
os danos causados pela seca que resultou do fenômeno El Niño e pelas enchentes que
acompanharam o furacão Mitch. Para atingir estes resultados, o Posaf vem trabalhando com
8.000 produtores – o dobro da quantidade original planejada –, fornecendo-lhes assistência
técnica e pequenos empréstimos para investimentos e capital de giro. Como cerca de 80% deles
são pequenos e médios produtores, é preciso um período de tempo consideravelmente maior para
integrar novos hectares ao programa de conservação do que o necessário caso o programa
estivesse voltado para grandes proprietários. Além disso, o Posaf está fornecendo treinamento
em práticas de agricultura auto-sustentável para cerca de 600 grupos e está trabalhando com
cinco municipalidades em atividades de reflorestamento, conservação do solo e melhoria da malha
viária. Ao invés de introduzir mudanças dramáticas em sistemas produtivos, o Posaf auxilia
proprietários rurais a melhorar as técnicas que já estão utilizando. Carlos Guatemala, diretor
técnico do programa florestal desde o seu início, em 1996, se orgulha do êxito do Posaf. A maior
parte dos resultados atingidos, ele declara, podem ser atribuídos a um fator: autonomia. O
programa administra um considerável volume de recursos financeiros, e desde o início
reconheceu-se a possibilidade de que o Posaf se tornasse um objetivo natural para interesses
políticos. Desta forma, quando o BID concordou em financiar o programa com um empréstimo
de $15,3 milhões, o Banco insistiu em que o Posaf tivesse uma considerável independência dentro
do Ministério do Meio Ambiente, que administra o programa. Dessa forma, o Posaf recebeu a
necessária liberdade para administrar os seus recursos humanos e financeiros em bases técnicas e
não em considerações políticas. Como resultado, o Posaf tem sido capaz de atrair um corpo
técnico altamente qualificado, que em sua maioria participa do programa desde o início, fator que
auxilia a continuidade e a responsabilidade. Após a aprovação do empréstimo do BID e o
início do programa, o Banco continuou apoiando a autonomia do Posaf. "Desde a nossa
fundação, tivemos três representantes do BID em Manágua e três especialistas de projetos",
declara Guatemala. "Todos insistiram na mesma filosofia." O BID e o governo da
Nicarágua estão discutindo a possível expansão do programa. Mas apesar dos ótimos resultados
atingidos pelo Posaf, Guatemala não demonstra complacência sobre o futuro. Ainda que
esperançoso sobre a possibilidade de manutenção do atual nível de autonomia do programa, ele
não encara a situação como permanente. "Se a situação se modificar, podemos perder
tudo", declara Guatemala. A necessidade de continuidade é particularmente importante
para a gestão dos recursos florestais e agrícolas, ele explica, onde o horizonte de resultados é de
longo prazo e a reversão a práticas de má gestão pode eliminar os avanços alcançados após vários
anos. Outra característica importante do Posaf é o minúsculo quadro de 12 técnicos e quatro
funcionários de apoio. Apenas três funcionários estão localizados em Manágua; os outros
gerenciam escritórios regionais e supervisionam os órgãos privados não-governamentais que
trabalham diretamente com os lavradores. Apenas 8% do orçamento do Posaf se destinam a
salários, equipamentos e veículos. Atividades produtivas nas lavouras recebem 63 % e as ONGs
ficam com o restante. Em contraste, em muitos órgãos governamentais na América Latina, os
salários são responsáveis pela maior parcela do orçamento. Os funcionários do Posaf mantêm
um bom relacionamento com as ONGs e os proprietários rurais. "As ONGs nos respeitam e
os agricultores acreditam que faremos o que nos comprometemos a fazer", diz Guatemala.
"Se alguém tem uma reclamação sobre o programa, queremos saber para ver se algo deve
ser modificado". Sem queimadas. Novamente ao volante de sua caminhonete,
Guatemala chama a atenção para o céu limpo e boa visibilidade. Ele não se refere ao clima, mas à
ausência de fumaça. No passado, conta ele, o fim da estação das secas sinalizava o início das
queimadas da vegetação rasteira acumulada nos campos. Os agricultores acreditavam que a
queimada era um instrumento essencial para a sua agricultura, pesticida e herbicida de baixo custo
que limpava o campo e reduzia pragas em preparação para o plantio. "Sem a queimada,
eles não faziam a semeadura", diz Guatemala. Mas as queimadas também causam danos
químicos de longo alcance para os solos e encorajam a erosão. Um dos primeiros resultados
tangíveis do trabalho do Posaf foi a redução das queimadas através de campanhas educacionais
que ensinavam aos agricultores as conseqüências negativas desta prática. Em recente estação da
seca, nenhum dos 2.000 lavradores que trabalham com o Posaf na bacia do rio Estelí usou a
queimada. Ao mesmo tempo, os agricultores aprenderam como semear as terras de alquive com
feijão-fradinho, leguminosa que enriquece o solo com nitrogênio, ajudando a aumentar a
produtividade do milho. A estrada segue ao longo do rio Estelí. Hoje não passa de um um
riacho suave, mas em 1998 o furacão Mitch transformou-o em uma torrente que carregou com a
terra e deixou no lugar um cenário lunar de rochas e pedregulhos. Poderia ter sido pior. Uma
avaliação da fase intermediária do Posaf demonstrou que o reflorestamento e a preservação da
floresta tiveram efeitos mensuráveis na redução do impacto do furacão Mitch. De fato, concorda
Guatemala, as novas técnicas reduziram a erosão na área de Matagalpa, pelo menos em escala
local. Na parte sul do país, trabalhos de conservação em larga escala protegeram parcelas de
Manágua de danos mais sérios. Mas ele se preocupa em não supervalorizar as medidas de
conservação do solo. Segundo ele, as chuvas trazidas pelo furacão Mitch foram de tal magnitude
que não haveria cobertura florestal que pudesse prevenir danos de grande extensão. Ele aponta
para cicatrizes nos flancos das montanhas, onde até mesmo a volumosa quantidade de cobertura
florestal não pode impedir o deslizamento do solo inundado. "Nada conseguiria reter o
deslizamento do solo", ele diz. Guatemala passa por uma região dominada por
plantações de café e depósitos ocasionais, cujos letreiros prometem aos agricultores os melhores
preços por suas colheitas. Esta é a mais importante região de produção de café na Nicarágua, e o
Posaf está auxiliando pequenos produtores a deixar as variedades tradicionais e passar para as que
têm menor impacto ambiental. O problema com o cultivo tradicional é que o agricultor precisa
usar grandes quantidades de fertilizantes e pesticidas. Além disso, como se obtêm melhores
resultados em áreas convertidas da floresta natural, os lavradores são incentivados a estender cada
vez mais a fronteira agrícola. A alternativa ideal, diz Guatemala, seria cultivar café orgânico, que
tem impacto mínimo sobre o meio ambiente e atinge boas cotações no mercado internacional.
Mas as colheitas orgânicas são difíceis e de cultivo caro para pequenos agricultores. A
certificação internacional necessária também agrava o custo de produção. O Posaf está
auxiliando os pequenos produtores a optar por um caminho alternativo com a produção de uma
variedade "agroflorestal" de café que pode ser semeada em antigas áreas de pasto,
intercalada com outras colheitas e árvores que dão sombra, além de necessitar de uso reduzido de
fertilizantes. Semeando árvores. A casa de Arnuldo Corrales está cercada de encostas
cobertas com pés de café, árvores frutíferas e pinheiros. Embroa ele e outros agricultores da área
de Matagalpa não tenham experiência prévia com culturas florestais, foram foram forçados a
reconhecer os efeitos sérios do desflorestamento sobre o suprimento de água e a qualidade do
solo. Muitos dos agricultores que há apenas uma década derrubavam a floresta natural agora
hesitam em fazê-lo. Os grandes proprietários podem se dar ao luxo de deixar o processo de
reflorestamento ocorrer naturalmente, deixando campos improdutivos para permitir que a
natureza restabeleça o complemento de espécies nativas. Pequenos proprietários como Corrales,
que possui 18 hectares, precisa usar produtivamente cada um deles. Encaram a reciclagem
natural de terras como um desperdício. Para eles, o reflorestamento significa plantar árvores,
nesse caso o pinheiro tropical, espécie nativa em diversas partes da América Central. Com
uma agilidade que contrastava com seus cabelos grisalhos, Corrales auxiliou os visitantes a
transpor uma cerca de arame farpado e os guiou ao topo de um monte tão íngreme que a subida
apenas podia ser feita usando os troncos de árvores como apoio. Estas árvores, de apenas dois
anos, já tinham dois metros de altura . Mas apesar do início promissor do plantio, Corrales
mostrava com ansiedade aos técnicos que o visitavam diversas árvores que estavam se tornando
marrons. Tal dano era causado pela larva de um inseto que deposita seus ovos no interior dos
troncos. Um dos técnicos no grupo aconselhou Corrales a queimar todas as árvores infestadas,
para prevenir que a praga se alastrasse. Anos se passarão antes das árvores de Corrales
atingirem o tamanho de corte. Mas ele não está aguardando lucros de curto prazo. Ele encara
seus três hectares de árvores como um investimento no futuro. Valoriza-as também pelo
importante serviço ambiental que prestam, especialmente em termos da proteção das reservas
hídricas de sua fazenda. Agentes em campo. Ao longo dos anos, Lanza, Corrales e os
milhares de outros fazendeiros que colaboram com o Posaf desenvolveram um relacionamento de
confiança e respeito mútuo com as ONGs que realizam os trabalhos do programa. Sem o Posaf,
as ONGs e o seus técnicos qualificados não receberiam os contratos que necessitam para a sua
sobrevivência e os agricultores não receberiam o apoio que necessitam para melhorar a sua
produção. Longe de representar grupos voluntários ou de defesa de interesses, estas
organizações atuam como empresas de consultoria sem fins lucrativos, assumindo
responsabilidades que normalmente estariam a cargo de agências governamentais. Uma dessas
ONGs é a Agência de Desenvolvimento Ecológico Local (ADEL). Operando ao longo da
América Central, a agência iniciou os seus trabalhos no início dos anos 90 com o auxílio do
Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, que forneceu o investimento para a compra de
veículos, equipamentos de escritório e capital de giro. Hoje em dia, apenas na Nicarágua, a
ADEL emprega 17 técnicos, dos quais 15 são consultores. Além da assistência técnica, a ADEL
administra um programa de crédito que se orgulha de ter uma taxa de adimplemento de 98%,
ainda que não exija garantias por parte dos mutuários. Juan Carlos Martínez, que dirige o
departamento técnico da ADEL, admite que sua ONG e outras nos mesmos moldes existem
porque os governos da área não providenciam serviços equivalentes. "Reduzimos nosso
governo ao mínimo", ele diz. O ministério da agricultura costumava ser particularmente
forte, explica ele, mas atualmente não possui os recursos materiais, humanos ou financeiros para
atender as necessidades dos fazendeiros. Um agricultor que bata na porta de um escritório local
do ministério da agricultura normalmente o encontrará fechado. "Se houver alguém,"
diz , "provavelmente não poderá visitar a fazenda do interessado." Isto não quer
dizer que Martínez desdenhe a idéia de trabalhar para o governo. Na realidade, ele sonha com a
possibilidade de um dia trabalhar para um ministério da agricultura que seja "eficiente, forte
e despolitizado". Ele se mostra enfático sobre o último ponto. "Nada de política –
essa seria uma condição indispensável", afirma. E continua: "É muito bom trabalhar
para a ADEL. Os agricultores nunca sabem a qual partido político pertencemos, e nós não
sabemos a qual partido eles pertencem. Para nós, os lavradores são cidadãos, e nós julgamos os
projetos que eles nos apresentam em termos estritamente técnicos. As vacas e as plantas não
compreendem a política. Eu também não."
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