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EQUADOR
De lixeira a oásis urbano



Durante anos, Carolina Fernández Rodríguez padeceu de uma dor de garganta que não tinha explicação médica. Mas ela, que vive nos arredores da cidade litorânea de Guayaquil, no Equador, disse ao repórter Jorge Alvarado, do jornal Expreso, que tinha uma teoria a respeito de sua doença, a que chamou de "La Chamba". Esse é o nome que os residentes locais dão a um depósito de lixo que até quatro anos atrás recebia o lixo de Guayaquil. As queimadas em La Chamba liberavam uma constante nuvem de fumaça e gases tóxicos que queimava os olhos e irritava as gargantas das pessoas em San Eduardo e na comunidade vizinha de El Paraíso.

Hoje a fumaça desapareceu. A cidade de Guayaquil, sob a liderança do prefeito León Febres Cordero, contratou a empresa privada Vachagnon para coletar o lixo. Um novo aterro sanitário não longe de San Eduardo está sendo administrado por outra companhia, a ILM.

O antigo depósito de La Chamba está sendo coberto com terra e cercado por paredes de concreto. O BID está financiando parcialmente um estudo para determinar como selar o local para que a terra possa ser usada para outros fins. "O município ainda não decidiu como usar a terra, mas estou pensando em plantar árvores para criar um ‘pulmão' para a cidade", disse recentemente o prefeito Cordero a Alvarado.




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