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Há muito tempo os economistas partem do princípio de que níveis mais altos de educação contribuem para o desenvolvimento econômico. Mas até recentemente pouco se sabia sobre como o maior progresso educacional afeta a produtividade e o crescimento nacionais. Essa ligação será sempre difícil de quantificar, mas a edição de 1997 do relatório do BID sobre o progresso econômico e social da América Latina, que será publicado em setembro, mostra quanto de retorno a região pode esperar dos investimentos em educação. O relatório se baseia em diversos estudos técnicos recentes para calcular o efeito sobre o crescimento econômico do aumento do nível de escolaridade da mão-de-obra da região, que é hoje relativamente baixo: 5,3 anos (4,9 anos, quando ajustado por população). "A taxa de crescimento potencial da América Latina se elevaria substancialmente nos próximos dez anos se o nível médio de escolaridade da mão-de-obra aumentasse um ano (acima das atuais tendências)", afirma o relatório. A estimativa é de que um aumento assim elevaria em 1% o potencial médio da taxa de crescimento na próxima década. Essa diferença pode se traduzir em melhorias muito grandes no poder aquisitivo médio do latino-americano. Em termos microeconômicos, a educação permite aos indivíduos adquirir conhecimentos gerais e assimilar informações de modo mais eficiente. Trabalhadores com mais escolaridade se adaptam mais facilmente a novos processos de produção; têm melhor capacidade de comunicação, o que lhes permite cooperar com os colegas na solução de problemas de produção. São por isso capazes de executar tarefas mais complexas em manufatura e serviços. Aproveitam melhor a tecnologia, tornam-se mais produtivos e acabam por adicionar valor ao produto econômico do país. ---------------------- |
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