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ERUPÇÕES
VULCÂNICAS
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O HISTÓRICO DOS DESASTRES
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PAUL CONSTANCE
Os grandes furacões como o Mitch atraem a atenção de todos, mas para a maioria dos
centro-americanos essas tormentas apenas acentuam uma seqüência de desastres naturais
menores. Centenas desses chamados distúrbios "não-castratóficos" - enchentes, deslizamentos de
terra, terremotos, erupções vulcânicas e até mesmo tsunamis - acontecem todos os anos nos
países situados entre o México e a Colômbia. Mas poucos aparecem na imprensa
internacional.Milhares de pessoas de que ninguém fala morrem ou perdem as suas casas
quando ocorrem esses eventos e inúmeras empresas sofrem perdas ou são forçadas a fechar.
Estudos recentes conduzidos pela Comissão Econômica das Nações Unidas para a América
Latina e o Caribe indicam que esses desastres menores têm custado para a América Latina e o
Caribe US$1,5 bilhão por ano em perdas de propriedades e potencial de produção. Boa parte
dos danos decorrentes desses eventos pode ser atribuída à ação humana, seja na forma de práticas
agrícolas incorretas, construção de casas em locais perigosos ou simples falta de planos de
evacuação. O desmatamento e a erosão dele resultante, por exemplo, aumentaram
indiscutivelmente a freqüência e a gravidade das inundações. Por outro lado, poucos são os
lugares no planeta em que as características geológicas e as circunstâncias meteorológicas
conspiram de maneira tão perversa para colocar as pessoas em risco. Além de se encontrar
freqüentemente na rota de tormentas tropicais violentas, os países da América Central estão
situados sobre um dos eixos mais intensos de atividade sísmica e vulcânica do mundo. O mapa ao
lado apresenta um registro limitado dos eventos destrutivos causados por esses fatores e mostra
por que tão elevadas proporções de centro-americanos e sofrem suas conseqüências. Por mais
desencorajadores que sejam esses fatores, é possível diminuir muito seu impacto por meio de um
planejamento ambiental cuidadoso e de medidas de mitigação dos riscos. "Sabemos como reduzir
a vulnerabilidade a desastres naturais do ponto de vista técnico", disse Robert Kaplan, chefe da
divisão ambiental do BID a um grupo de países que incluía a América Central. "O desafio agora é
juntar esta capacidade técnica com instituições e processos decisórios que executem a tarefa com
eficácia. E isso tem de ser feito no município onde as pessoas vivem e também em níveis nacional
e regional."
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