
|
|
Março de 2002 |
BANCO INTERAMERICANO CAPTOU US$7 BILHÕES EM RECURSOS EM 2001BID espera captar US$8 bilhões em 2002 nos mercados de capitalO Banco Interamericano de Desenvolvimento, que continua a ser a principal fonte de financiamento multilateral para o desenvolvimento econômico e social da América Latina e do Caribe, captou US$7 bilhões nos mercados internacionais de capital em 2001. O BID havia captado US$8 bilhões em 2000. O BID espera captar até US$8 bilhões em 2002, segundo Håkan Lonæus, chefe interino da Divisão de Mercados de Capital. "Como nos anos anteriores, as emissões consistirão em ofertas globais de obrigações de referência em dólares ou em outras moedas com swap em dólares. Precisamos também do equivalente a US$400 milhões em francos suíços", disse Lonæus. O BID, que mantém a classificação creditícia AAA atribuída por Moody's e Standard & Poors desde sua primeira emissão em 1962, recorre aos mercados de capital para obter fundos ao custo mais baixo possível para seus programas de financiamento. Graças à prudência de suas políticas, o BID está em condições de oferecer a seus países membros mutuários financiamento de longo prazo a taxas de juros altamente competitivas. Com um capital aprovado de US$101 bilhões e tendo em vista a solvência e o apoio de seus países membros, bem como seu caráter de credor privilegiado em todos os países membros mutuários, o BID se encontra numa posição excelente para continuar entre as instituições creditícias de melhor classificação. Destaques de 2001 No ano passado o BID realizou 31 emissões, com vencimento médio de quatro anos, sendo que o vencimento das transações individuais variava de dois a dez anos. Em 2001, o BID continuou a concentrar sua captação em emissões de obrigações dirigidas a investidores institucionais. No mercado de dólares dos Estados Unidos, o BID passou a realizar um número menor de transações com volume maior em resposta ao interesse dos investidores por emissões de obrigações com maior liquidez. Uma emissão de US$2 bilhões em cinco anos foi executada em janeiro e outra de US$2 bilhões em três anos foi realizada uma semana após os ataques terroristas de 11 de setembro. Essa emissão encontrou uma demanda muito grande, já que os investidores buscavam títulos líquidos, de alta qualidade e curto prazo em face da incerteza econômica e queda nos mercados de ações. O êxito dessa emissão contribuiu para a reabertura do setor supranacional. A emissão de três anos foi subseqüentemente ampliada com mais US$500 milhões em outubro, elevando o total para US$2,5 bilhões. Com essas emissões, o BID desenvolveu ainda mais sua base de investidores institucionais, especialmente nas Américas. No todo, os investidores institucionais compraram 91% das emissões do BID em 2001, em comparação com 99% em 2000. As maiores variações entre esses dois anos foram um grande aumento nas vendas a clientes japoneses e um contínuo aumento na base de investidores institucionais americanos. O BID também procura aumentar a demanda por seus títulos mediante emissões em várias moedas, vencimentos e estruturas. Em 2001, o BID fez sua primeira emissão em dólares australianos, bem como sua primeira em forintes (Hungria), e reentrou no mercado de zlotys (Polônia). Além disso, continuou atuando nos mercados de dólares de Hong Kong e de libras esterlinas e voltou ao mercado de francos suíços após um hiato de dois anos. O BID executou a primeira emissão de obrigações supranacionais com cláusula de resgate antecipado no mercado de dólares de Taiwan. Após swaps, a maioria da captação (85%) foi feita em dólares dos Estados Unidos; o restante, 15%, foi trocado por ienes, euros e francos suíços. O BID também mantém um programa de notas com deságio, que oferece um instrumento adicional para gestão de liquidez. As notas com deságio são valores a curto prazo, de até um ano, emitidos no mercado de entidades patrocinadas pelo governo americano. O programa do BID está autorizado a emitir até US$5 bilhões, mas o saldo médio tende a ser mais baixo. Durante 2001 o BID emitiu US$2,9 bilhões de notas promissórias com deságio. Para controlar o risco creditício, o BID somente realiza operações de swap com entidades altamente qualificadas, mediante convênios que prevêem avaliação diária a preço de mercado e constituição de garantias. As emissões do BID foram novamente objeto de reconhecimento por parte da imprensa especializada. No fim de 2001, uma pesquisa nos mercados de capital realizada por Euroweek indicou a emissão global de obrigações em dólares do BID para 2006 como a melhor emissão do ano em dólares dos Estados Unidos. Em dezembro de 2001, IFR Asia designou a emissão do BID como as melhores notas supranacionais no mercado de dólares de Taiwan. "Ficamos muito satisfeitos com esse reconhecimento", afirmou Lonæus. "Ainda mais importante, isso beneficia os clientes do BID, estabelecendo-o como um mutuário de primeira classe, capaz de fornecer financiamento com as melhores condições do mercado." Perspectivas para 2002 Em 2002 o BID pretende captar entre US$6 e US$8 bilhões. O BID continuará direcionando suas transações para os investidores institucionais em 2002 e espera fazer pelo menos duas grandes emissões em dólares dos Estados Unidos. Seguindo essa estratégia, o BID já fez uma emissão de US$2 bilhões em três anos. O BID agora oferece uma curva de rentabilidade no mercado de dólares americanos, inclusive notas com vencimento em 2003, 2004, 2005, 2006 e 2010. Como nos anos anteriores, a maior parte dos recursos de financiamento são denominados em dólares dos Estados Unidos, com um pequeno volume em francos suíços. As emissões correntes serão complementadas com transações baseadas em arbitragem, se houver oportunidade.
|
|
HOME
ABOUT THE
IDB | BUSINESS
OPPORTUNITIES | DEPARTMENTS
| POLICIES
PRESS |
PUBLICATIONS | PRIVATE
SECTOR |
PROJECTS |
RESEARCH & DATA