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Dentre
os panelistas que participaram do seminário do
BID sobre Novo Regionalismo destacam-se, da esquerda para
a direita: Sam Laird, chefe, Seção de Pesquisas,
UNCTAD, Suíça; Antoni Estevadeordal, economista
sênior do BID; Roberto Formigione, presidente, Região
da Lombardia da Itália; Herminio Blanco, ex-secretário
de Comércio do México; e Rubens Barbosa,
embaixador do Brasil nos Estados Unidos. (Foto de W.
Heinz)
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O surgimento de
mais de 20 pactos comerciais regionais no hemisfério
ocidental, negociados durante a última década,
contribuíram para uma dramática redução
no nível médio das barreiras tarifárias,
um maior volume de intercâmbio regional e uma preparação
mais realista para competir em uma economia cada vez mais
globalizada, segundo relatório apresentado por dois
economistas do BID na última segunda-feira.
O documento, intitulado
O que há de Novo no Novo Regionalismo nas Américas,
destaca que as negociações e as estruturas comerciais
regionais foram muito mais bem sucedidas na década
de 90, após as fracassadas tentativas de décadas
anteriores.
Em essência,
o novo regionalismo dos anos 90 faz parte das amplas reformas
estruturais que vêm ocorrendo na América Latina
desde meados da década de 80, diz o documento
apresentado por Robert Devlin, subgerente do Departamento
de Integração e Programas Regionais do BID,
e pelo economista sênior Antoni Estevadeordal.
O estudo indica
que a liberalização regional avançou
em conjunto com outros processos, como a participação
ativa da América Latina na Rodada Uruguai de negociações
comerciais e que, entre meados dos anos 80 e meados dos anos
90, a América Latina reduziu unilateralmente sua tarifa
externa média de mais de 40% para 12%.
O resultado foi
um vigoroso crescimento médio no comércio
internacional durante a década de 90, especialmente
no intercâmbio regional, que passou de 13% do total
em 1990, para 20% no final do período.
Devlin e Estevadeordal observaram que um dos desafios para
o avanço de acordos comerciais mais amplos é
o chamado efeito prato de espaguete, causado pelas
divergências de regras entre os mais de 20 pactos que
coexistem na região, dentre os quais o Mercosul, o
Pacto Andino, o Mercado Comum Centro-americano, o Caricom
e o Tratado de Livre Comércio da América do
Norte, dentre outros.
DIÁLOGO
SOCIAL E POLÍTICO EM REUNIÃO ANUAL DO BID
Especialistas
e autoridades dos setores social e de meio ambiente reuniram-se
nesta cidade nos dias 11 e 12 de março, durante a 43ª
Assembléia Anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento,
para analisar a bem sucedida experiência dos conselhos
de meio ambiente do Brasil, com vistas a inseri-la nos processos
de diálogo social de outros países da América
Latina e do Caribe.
Participaram da
sessão de abertura a vice-presidente executiva do BID,
K. Burke Dillon, o ex-presidente do Chile, Patricio Aylwin,
e o ministro do Meio Ambiente do Brasil, José Carlos
Carvalho.
Dillon salientou
que nas últimas décadas se tem avançado
na identificação de políticas sociais
eficazes, mas que faltam informações sobre processos
mais eficientes e efetivos para definir e implementar essas
políticas.
Desejamos
políticas sociais que sejam adotadas por todos, políticas
de Estado e não apenas de governos específicos,
partidos políticos, ou grupos de interesse, afirmou.
Patricio Aylwin
ressaltou a importância do diálogo na formação
de um consenso nacional sobre os principais problemas sociais,
suas prioridades e políticas mais eficazes para resolvê-los.
Ainda que
em quase todos os nossos países prevaleçam governos
democráticos, o sistema político carece, em
muitos países, de tradições democráticas
sólidas, e falta uma clara consciência compartilhada
sobre a natureza e as características da sociedade
que se deseja, disse Aylwin.
O Diálogo
Social e Político, realizado pelo BID e pela Corporação
Justiça e Democracia, chefiada por Aylwin, vem tentando
demonstrar que uma abordagem eficiente dos grandes problemas
sociais requer consenso nacional sobre uma análise
compartilhada das características e políticas
necessárias à sua superação
Os participantes
descreveram a experiência do Conselho Nacional de Meio
Ambiente (CONAMA) do Brasil e suas réplicas no âmbito
estadual e municipal. Ao contrário de outros conselhos
da América Latina, o CONAMA não é apenas
um órgão consultivo, mas também um órgão
deliberativo, criado em 1981 para resolver conflitos, propor
inovações e solucionar assuntos importantes
de política ambiental e de gestão de recursos
naturais renováveis.
O CONAMA é
presidido pelo Ministro do Meio Ambiente e inclui ampla representação,
com voz e voto, de todos os setores da sociedade civil e dos
governos federal, estadual e municipal. Suas resoluções
têm força jurídica e são aplicadas
no âmbito nacional. No contexto das leis do setor, resolve
todo tipo de assuntos que, em outros países, são
decididos unilateralmente pelo ministério respectivo.
IGLESIAS E
MARTUS TAVARES RECEBEM MAIS ALTA COMENDA DO ESTADO DO CEARÁ
O presidente do
Banco Interamericano de Desenvolvimento, Enrique V. Iglesias,
e o ministro do Planejamento do Brasil, Martus Tavares foram
agraciados hoje com a mais alta comenda do estado do Ceará
a Medalha da Abolição.
A medalha comemora
a abolição da escravatura, em 1884, no estado
do Ceará - o primeiro estado brasileiro a tomar aquela
medida e é concedida por relevantes serviços
prestados à sociedade.
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