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Roteiro

ARTE DE MINAS GERAIS

No centro de Washington, na sede do BID, nasce um sol diferente, que reflete a luz de um Belo Horizonte.

Assim se chama a exposição do Centro Cultural do BID, que contém mais de 56 peças de arte do estado brasileiro de Minas Gerais.

As obras, que vão do século 18 ao 20, contam a história da arte mineira em quatro partes.

Mas segundo Félix Ángel, o curador da exposição...Arte de Minas Gerais é uma arte para todos e feita por todos também.

O convite começa com o antigamente... com o legado do barroco mineiro, caracterizado pelas famosas obras da cidade histórica de Ouro Preto.

Estes oratórios de uso doméstico e religioso saíram do país pela primeira vez para ilustrar a época de um Brasil colonial.

E o artista mais conhecido desta época é o Aleijadinho, filho de um arquiteto português e uma escrava negra. 

Considerado um gênio por muitos, sofria de uma doença que o deformava – origem do apelido Aleijadinho – e por isto trabalhava com o martelo e o cinzel amarrados nos braços.

A seguinte seção da exposição ilustra a arte popular e o artesanato, duas características de Minas Gerais pelos meios que usam: a madeira e a cerâmica.

Destacam-se também as “namoradeiras” – peças de cerâmica que representam uma figura clássica do folclore brasileiro.  Aqui vemos três delas representadas no peitoril da janela de uma casa de uma pequena cidade.

A terceira seção está dedicada a Belo Horizonte – desenhada no estilo neoclássico pelo engenheiro Aarão Reis.

Inaugurada em 1897, Belo Horizonte foi pincelada para ser a ponte entre o passado colonial e a nova era de um Brasil independente e moderno.

Em 1940, seu prefeito Juscelino Kubitschek implementou um ambicioso plano urbanístico que renovou a cidade e a converteu num foco turístico… com grandes avenidas e o complexo da Pampulha, com lago, clube, igreja e jardins.

O empenho árduo de Kubitschek pela renovação e modernização da capital mineira deu pauta ao casamento entre a política e a cultura, levando Belo Horizonte ao limite entre tudo aquilo que é local e pessoal – e tudo aquilo que é extenso e moderno.

O presidente do BID, Luis Alberto Moreno, concorda com a visão de  Kubitschek:
“Quando todo mundo for embora da assembléia do BID, poderão sair dizendo: “Sou do mundo, sou Minas Gerais”.

As palavras da canção do mineiro Milton Nascimento são as que dão as boas-vindas aos participantes da Reunião Anual do BID, em Belo Horizonte... 

Mas também são refletidas na última parte da exposição do BID, que inclui obras de artistas mineiros até agora pouco conhecidos.

Aqui estão tendo a oportunidade de mostrar a diversidade das suas tendências e a força e o vigor da arte mineira em sua expressão.

Para o prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, a exposição não só é uma manifestação do potencial de sua cidade: 

“É uma alegria para nós este evento, que vai marcar Belo Horizonte e consolidar nossa cidade como um centro mundial...”

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