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Moreno exige mais acesso a serviços financeiros
Seminário sobre bancos de desenvolvimento é um de muitos outros realizados hoje
Além de mais estáveis, eficientes e competitivos, os mercados e serviços financeiros da América Latina e do Caribe devem ser mais inclusivos, afirmou o Presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Luis Alberto Moreno, na sessão de abertura de uma conferência sobre financiamentos regionais que está sendo realizada simultaneamente à Assembléia Anual do BID, em Belo Horizonte.
Moreno afirmou que a maioria das populações da região tem um acesso muito limitado ou não tem nenhum acesso a serviços financeiros modernos, o que impede milhões de pessoas de poupar, tomar empréstimos e mobilizar eficientemente seus recursos, ainda que reduzidos. Essa situação implica elevados custos para elas e para o crescimento e desenvolvimento das economias da região.
Segundo o presidente do BID, os bancos multilaterais e os países devem promover a democracia financeira tomando medidas necessárias para que uma proporção mais alta da população, particularmente da população marginalizada - como pequenas empresas, produtores rurais e domicílios em condição de pobreza -, tenha acesso a serviços financeiros de qualidade a preços acessíveis.
Também falaram na sessão de abertura da conferência de dois dias sobre financiamentos latino-americanos e o papel dos bancos de desenvolvimento o Ministro do Planejamento do Brasil, Paulo Bernardo; o Governador de Minas Gerais, Aécio Neves da Cunha; o Presidente da Associação Latino-Americana de Instituições Financeiras (ALIDE), Mario Laborín Gómez; e o Presidente do Conselho Administrativo do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Hindemburgo Chateaubriand Pereira-Diniz.
A lista de participantes inclui dois ganhadores do Prêmio Nobel, os professores Douglass North da Universidade de Washington, St. Louis, Missouri, e Joseph Stiglitz, da Universidade de Colúmbia, Nova Iorque. John Williamson, do Instituto de Economia Internacional de Washington, D.C., que inspirou o conceito do “consenso de Washington”, lançou um debate sobre suas implicações para a região à luz de mudanças propostas na arquitetura financeira internacional.
Williamson afirmou que as políticas macroeconômicas da região estão em ordem de um modo geral, embora ainda sejam necessárias reformas institucionais abrangentes. Ele enfatizou a importância da agenda social e observou que a redução da pobreza e uma melhor distribuição de renda sugerem que alguns de seus resultados já começam a surgir.
BID relata remessas sem precedentes para a região
Trabalhadores da América Latina e do Caribe que estão vivendo no exterior enviaram a soma recorde de US$ 53,6 bilhões em remessas para seus países ao longo de 2005, representando um aumento de 17% em relação ao ano anterior, informou hoje o Fundo Multilateral de Investimentos (FUMIN) do Banco Interamericano de Desenvolvimento, num seminário que está sendo realizado paralelamente à reunião anual do Banco.
Falando na sessão de abertura do seminário, o presidente do BID, Luis Alberto Moreno, afirmou que embora as remessas tenham um grande potencial para promover investimentos, gerar empregos e acumular capital na região, elas não são uma panacéia.
“Considerando as oportunidades e os riscos gerados pelas remessas, bem como a esperada continuidade desses fluxos em decorrência das tendências demográficas e econômicas observadas nos países receptores e emissores, instituições de desenvolvimento como o BID e a comunidade internacional, como um todo, têm a responsabilidade de tentar maximizar os aspectos positivos das migrações e reduzir seus custos.”
O BID e o FUMIN acreditam que uma das maneiras mais eficazes de se alcançar essas metas é ampliando o acesso ao sistema financeiro formal, particularmente na América Latina, de modo que os migrantes e suas famílias tenham mais opções disponíveis para multiplicar o impacto econômico de seus recursos financeiros.
“Se as remessas contribuírem para desenvolvermos uma cultura de frugalidade com bases amplas, gerando oportunidades de crescimento e emprego para todos, elas também reduzirão os custos que as migrações acarretam para os países da nossa região”, acrescentou Moreno.
A juventude se faz presente na reunião do BID
Mais de 1.400 jovens do Brasil e de outros países sul-americanos participaram hoje de um seminário sobre a promoção do desenvolvimento da juventude na região organizado pelo BID e o Estado de Minas Gerais, que sedia a reunião anual do Banco na cidade de Belo Horizonte.
O seminário incluiu painéis sobre questões que afetam a juventude a partir da perspectiva das políticas adotadas no Brasil e de temas brasileiros e internacionais que afetam a participação do jovem no desenvolvimento econômico e social.
Amanhã, 31 de março, o presidente do BID participará de um evento que será realizado em um bairro de baixa renda de Belo Horizonte, no qual lideranças jovens locais trocarão idéias com participantes do seminário. O evento incluirá atividades práticas como projetos de embelezamento e reflorestamento, uma clínica de futebol e workshops de reciclagem, produção de vídeos e prevenção do HIV/AIDS.
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